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quinta-feira, abril 19, 2018

Estudantes indígenas são os que menos contam com apoio público para pagar a universidade

63% dos indígenas não conseguiram vaga gratuita ou não foram selecionados pelo Fies ou pelo Prouni para custear faculdade privada, mostram dados do Censo 2016.

Por Carolina Dantas, G1
Os estudantes indígenas formam o grupo com menor percentual de atendimento nas três principais políticas públicas de acesso ao ensino superior. 
 
Segundo os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, 63% dos indígenas que estavam matriculados em 2016 não conseguiram vaga na rede pública, não foram selecionados para contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e nem para obter bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) para custear faculdade privada. 
 
Apoio do governo para estudar
Com base nas autodeclarações de raça/cor, percentual de acesso a rede pública, Fies ou Prouni (%).
 
Com base nas autodeclarações de raça/cor, percentual de acesso a rede pública, Fies ou Prouni (%)
% entre o total de matriculados37374545484852526060IndígenasBrancosAmarelosPardosPretos010203040506070
Pretos
% 60

% entre o total de matriculados37374545484852526060IndígenasBrancosAmarelosPardosPretos010203040506070
Brancos
% 45
Fonte: INEP
Os dados que mostram a participação dos indígenas no ensino superior integram o detalhamento do mais recente Censo disponível, organizado pelo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
 
O perfil dos universitários segundo suas autodeclarações de cor/raça foi analisado pelo G1 a partir de um levantamento de dados feito pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional). 
 
Dos mais de 49 mil índios no ensino superior, 12.348 estão na rede pública (25%) e 36.678 estão nas universidades privadas (75%). 
 
Esses números incluem os cursos presenciais e a distância. 
 
A divisão com maioria na rede privada está dentro da média geral dos universitários brasileiros: em 2016, o país tinha 8,048 milhões de universitários e 6,05 milhões estavam na rede privada (75,3%). 
 
Matrículas no ensino superior
Total de universitários em cursos de graduação por cor/raça autodeclarada
Brancos: 3.079.779Pardos: 1.928.238Pretos: 485.793Amarelos: 123.601Indígenas: 49.026Não informado*: 2.382.264
Fonte: Censo da Educação Superior 2016 - *Em “Não informado” o Inep agrupa aqueles classificados como “não declarados” ou “não dispõe de informação”.
 
Se o levantamento considerar exclusivamente o total de universitários na rede privada que não contam com nenhum tipo de financiamento e nem bolsa do Prouni, o percentual de indígenas que banca sua própria mensalidade chega a 71%. 
 
O índice é praticamente idêntico ao dos autodeclarados negros (70,5%). 
 
Essas realidades são vistas com histórias como a de Ingrid e Fetxawewe, dois indígenas moradores de Brasília. 
 
Leia mais abaixo. 
 
Estudam na rede privada sem financiamento ou Prouni
Com base nas autodeclarações de raça/cor, percentual extraído do Censo 2016
Porcentagem entre os matriculados por raça717170,370,359,359,3505047,847,8IndígenasPretosPardosAmarelosBrancos020406080
Fonte: Censo da Educação Superior 2016.

Vestibulares e localização

Os processos seletivos, as políticas de permanência e a localização dos campus são pontos apontados por especialistas como impeditivos para mais matrículas das diferentes etnias indígenas na rede pública.
“A maior presença em universidades particulares pode ter a ver com o fato de elas serem realmente mais acessíveis.
Não tem o funil de alguns vestibulares, e muitas vezes elas estão em localidades mais próximas das terras indígenas.” - 
Antonella Tassinari, pesquisadora e antropóloga
Ao mesmo tempo, a pesquisadora e antropóloga aponta que as políticas implantadas com reservas de vagas ajudaram a diminuir a distância entre os estudantes indígenas e as universidades públicas. 
 
As políticas de permanência precisam, no entanto, de uma análise permanente.
"Ficar na universidade é uma grande batalha dos estudantes indígenas. 
(...) Os primeiros meses são sempre uma batalha de como eles vão se manter." - Antonella Tassinari, antropóloga
Em algumas universidades, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a questão do processo seletivo é levada em conta. 
 
Uma prova específica é aplicada para os estudantes indígenas que pretendem concorrer às vagas extras criadas – além do número separado pela lei de cotas, outras 10 vagas são destinadas no total.
 
O processo seletivo, segundo pesquisadores, apresenta questões que na maior parte das vezes estão ligadas a um cotidiano que não reflete a cultura indígena. 
 
"Até 2008 não tínhamos o registro de indígenas cursando uma graduação na universidade. 
 
Nenhum estudante na UFRGS em 80 anos de universidade. 
 
Só isso já é um avanço. 
 
Hoje, a gente tem em torno de 75 indígenas cursando as graduações”, afirma Michele Doebber, pesquisadora da universidade gaúcha que analisa a política de recepção dos indígenas.
"Só o impacto dessa presença no cotidiano já traz questionamentos. 
As mulheres que levam para aula os filhos, essa presença que de alguma forma provoca na sala de aula o ponto de vista indígena." - Michele Doebber

Na universidade privada

Filho de uma mãe Guajajara, povo do Maranhão, e de um pai Fulni-ô, de Pernambuco, o estudante de Direito Fetxawewe Tapuya escolheu pagar uma universidade privada. 
 
Por ser calouro, no primeiro semestre do curso, recebe 25% de desconto na mensalidade de R$ 1,2 mil. 
 
Depois, o valor passará a ser integral.
Fetxawewe Tapuya é estudante de Direito em uma universidade particular de Brasília (Foto: Fetxawewe Tapuya/Divulgação) 
 Fetxawewe Tapuya é estudante de Direito em uma universidade particular de Brasília (Foto: Fetxawewe Tapuya/Divulgação).
 
Fetxawewe mora em Brasília e conta que preferia estudar na Universidade de Brasília (UnB). 
 
Chegou a prestar vestibular com o interesse na reserva de vagas, mas ficou em 5º lugar. 
 
Eram duas vagas. 
 
No lugar de tentar outra universidade menos concorrida, em outro estado, ele achou que valeria a pena ficar junto com a mãe na capital federal. 
 
Eles moram no Santuário dos Pajés, região a parte noroeste de Brasília com frequente disputa por território. Para ele, ficar é importante. 
 
Além disso, ele conta que naturalmente é mais fácil estudar na cidade onde se vive. 
 
Para um indígena, mais ainda.
"O indígena calouro sofre muito.
Eu, como já moro em Brasília, sofro menos. 
Mas quem é de fora passa por uma avalanche de preconceito." - Fetxawewe Tapuya
"Os preconceitos mais frequentes são os mais descarados. 
 
Eles perguntam: 'Se você é realmente é indígena, o que você está fazendo na universidade?' 
 
E tem povos que ainda tem mais problemas com a fala, porque aprenderam o português mais tarde e junto com outra língua", completou.

Na universidade pública

Ingrid da Silva, de 19 anos, estuda direito na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: Marília Marques/G1) 
 
Ingrid da Silva, de 19 anos, estuda direito na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: Marília Marques/G1).
 
O outro lado, dos que arriscam mudar de cidade e ir atrás de uma universidade pública, também existe. 
 
Ingrid Rodrigues, de 21 anos, do povo Paumari localizado perto do Rio Ituxi, no Amazonas, comemorou quando conseguiu ingressar no curso de direito da Universidade de Brasília (UnB) – mesmo que, com a pouca grana, não saiba até quando deve ficar na cidade. 
 
Ela conta que foi a primeira Paumari a ingressar no curso, sendo que existem 1,8 mil da mesma etnia. 
 
Começou as mudanças cedo, aos 5 anos, quando precisou sair da aldeia e ir para a cidade mais perto – ela e os pais foram para o município de Lábrea. 
 
Segundo Ingrid, a família precisou mudar para conseguir estudar em uma escola melhor.
"Eu aprendi português desde criança, sempre com a minha língua junto.
Eu falo arauá, mas tem coisas que eu já esqueci por causa da mudança", disse.
Para chegar a Brasília, o Coletivo Purus fez uma “vaquinha” para pagar a passagem nas redes sociais. 
 
Ainda sem resposta sobre a residência universitária, ela vive o primeiro mês na casa de outra indígena que faz pós-graduação. 
 
A grana que conseguiu, vale para mais um mês. Até lá, ela tenta uma bolsa permanência da universidade e todas as opções disponíveis do governo. 
 
Ela come no restaurante universitário e precisa de uma vaga na residência. Saiba mais sobre a história da Ingrid.
 (Foto: Roberta Jaworski / Editoria de Arte) 

  
(Foto: Roberta Jaworski / Editoria de Arte).

Banco do Vaticano é o principal acionista da maior indústria de armamentos do mundo, a Pietro Beretta!


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Talvez poucas pessoas saibam que a fábrica de armas Pietro Beretta Ltda. (a maior indústria de armas no mundo) é controlada pela Holding SpA Beretta e que o acionista majoritário da Holding SpA Beretta, depois de Gussalli Ugo Beretta, é o IOR (Instituto para Obras de Religião) [comumente conhecido como Banco do Vaticano], instituição privada, fundada em 1942 pelo Papa Pio XII e com sede na Cidade do Vaticano.
A história por trás de tudo isso é a seguinte:

Roma não foi construída em um dia, tampouco o Vaticano, e menos ainda sua opulência atual. 

Isso tem suas raízes no século IV da era cristã, quando o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e colocou à disposição do Papa Silvestre I uma fortuna colossal – de fato o transformou no primeiro Papa rico na história.
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A igreja católica é a única organização religiosa do mundo que tem como quartel-general um Estado independente: a cidade do Vaticano. 

Com seus 2 Km² de superfície o Vaticano é muito menor do que muitos campos de golf no mundo; e para percorrê-lo sem pressa não se necessita muito mais que uma hora; contar suas riquezas, contudo, levaria bastante mais tempo.

A moderna opulência do Vaticano baseia-se na generosidade de Benito Mussolini que, graças à assinatura do Tratado de Latrão entre seu governo e o Vaticano, outorgou à Igreja Católica uma série de garantias e medidas de proteção. 

A “Santa Sé” conseguiu que a reconhecessem como um Estado soberano, beneficiou-se com a isenção fiscal de sua propriedade para beneficiar os seus cidadãos, que não precisavam pagar os direitos aduaneiros pelo que importavam do exterior. 

Foi-lhe concedida imunidade diplomática e seus diplomatas começaram a desfrutar dos privilégios da profissão, igual assim como os diplomatas estrangeiros reconhecidos junto à Santa Sé. 

Mussolini prometeu introduzir o ensino da religião católica em todas as escolas do país e deixou a instituição do casamento sob a égide das leis canônicas, que não admitiam o divórcio. 

Os benefícios que o Vaticano recebeu foram enormes – dentre eles, os benefícios fiscais foram preponderantes.
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Em 1933, o Vaticano mais uma vez demonstrou sua capacidade de estabelecer negócios lucrativos com os governos fascistas. 

A concordata de 1929, assinada com Mussolini, foi seguida por outra entre a Santa Sé e o III Reich de Hitler. 

O gestor Francesco Pacelli foi uma das figuras-chave do pacto com Mussolini: seu irmão, o cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, foi responsável pela negociação como Secretário de Estado do Vaticano, assinando um tratado com a Alemanha de Hitler. 

Pio XII conhecia bem a Alemanha. 

Ele fora núncio em Berlim, durante a Primeira Guerra Mundial, e depois, como Secretário de Estado de Pio XI, teve inúmeras intervenções no rumo que estava tomando a política alemã. 

Nesta qualidade interveio decisivamente na encíclica de Pio XI, conhecida como “Mit Brennender Sorge” (que pode se traduzir “Com preocupação ardente”). 

A iniciativa da encíclica partiu, ao contrário do que se acredita, dos bispos alemães, sendo o primeiro rascunho escrito em Roma pelo Cardeal Faulhaber. 

O então cardeal Pacelli, que fala alemão, deu-lhe a forma final, apresentada a Pio XI, sendo então assinada e publicada. 

Apesar da constante e grande pressão mundial, o Papa Pio XII sempre se negou a excomungar Hitler e Mussolini; seu pontificado foi caracterizado pela adoção de uma falsa postura de neutralidade. 

Quando os nazistas invadiram a Polônia, o Papa Pio XII se recusou a condenar a invasão; uma das maiores vantagens que obteria o Vaticano do muito lucrativo acordo que mantinha com Hitler era a confirmação de Kirchensteuer, um imposto eclesiástico; trata-se de um imposto estadual que ainda hoje os fiéis alemães devem pagar, e só podem escapar se renunciarem à sua religião. 

Na prática, muito poucos renunciam. 

Este imposto representa por si só entre 8 e 10% dos impostos totais arrecadados pelo governo alemão. 

[Via: desenvolturasedesacatos] 

Comentário:

Que antagônico! 

Por um lado pregam o “amor e a paz” e por outro lado fabricam armas mortais.

A verdade é que a Igreja Católica Apostólica Romana matou milhões de pessoas na Idade Média, verdade é que os jesuítas Companhia de Jesus (IHS), estão por trás de todas, digo TODAS as guerras provocadas no mundo, apoiou e apoia ditaduras militares, apoiou e apoia escravidão, então não me surpreendo mais. 

Fora os que ela matou por sua falsa moral moralista.

É lógico que o Vaticano não admite isso porque talvez seria o fim da Igreja Católica Romana, mas como já foi afirmado aqui por várias vezes há anos que se fala desta situação, e como diz o ditado “não há fumo sem fogo”, daí que pelo menos nos dê muito que pensar. 

A verdade é que o Vaticano tem uma riqueza enorme e nunca se soube como foi ela conseguida…