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domingo, fevereiro 25, 2018

Desmatamento na Amazônia está prestes a atingir limite irreversível


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21 de fevereiro de 201

Elton Alisson  |  Agência FAPESP – O desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um determinado limite a partir do qual regiões da floresta tropical podem passar por mudanças irreversíveis, em que suas paisagens podem se tornar semelhantes às de cerrado, mas degradadas, com vegetação rala e esparsa e baixa biodiversidade.

O alerta foi feito em um editorial publicado nesta quarta-feira (21/02) na revista Science Advances

O artigo é assinado por Thomas Lovejoy, professor da George Mason University, nos Estados Unidos, e Carlos Nobre, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas – um dos INCTs apoiados pela FAPESP no Estado de São Paulo em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – e pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
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“O sistema amazônico está prestes a atingir um ponto de inflexão”, disse Lovejoy à Agência FAPESP

De acordo com os autores, desde a década de 1970, quando estudos realizados pelo professor Eneas Salati demonstraram que a Amazônia gera aproximadamente metade de suas próprias chuvas, levantou-se a questão de qual seria o nível de desmatamento a partir do qual o ciclo hidrológico amazônico se degradaria ao ponto de não poder apoiar mais a existência dos ecossistemas da floresta tropical.
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Os primeiros modelos elaborados para responder a essa questão mostraram que esse ponto de inflexão seria atingido se o desmatamento da floresta amazônica atingisse 40%. 

Nesse cenário, as regiões Central, Sul e Leste da Amazônia passariam a registrar menos chuvas e ter estação seca mais longa. 

Além disso, a vegetação das regiões Sul e Leste poderiam se tornar semelhantes à de savanas.

Nas últimas décadas, outros fatores além do desmatamento começaram a impactar o ciclo hidrológico amazônico, como as mudanças climáticas e o uso indiscriminado do fogo por agropecuaristas durante períodos secos – com o objetivo de eliminar árvores derrubadas e limpar áreas para transformá-las em lavouras ou pastagens.

A combinação desses três fatores indica que o novo ponto de inflexão a partir do qual ecossistemas na Amazônia oriental, Sul e Central podem deixar de ser floresta seria atingido se o desmatamento alcançar entre 20% e 25% da floresta original, ressaltam os pesquisadores.

O cálculo é derivado de um estudo realizado por Nobre e outros pesquisadores do Inpe, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Universidade de Brasília (UnB), publicado em 2016 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“Apesar de não sabermos o ponto de inflexão exato, estimamos que a Amazônia está muito próxima de atingir esse limite irreversível. 

A Amazônia já tem 20% de área desmatada, equivalente a 1 milhão de quilômetros quadrados, ainda que 15% dessa área [150 mil km2] esteja em recuperação”, ressaltou Nobre.

Margem de segurança
Segundo os pesquisadores, as megassecas registradas na Amazônia em 2005, 2010 e entre 2015 e 2016, podem ser os primeiros indícios de que esse ponto de inflexão está próximo de ser atingido.

Esses eventos, juntamente com as inundações severas na região em 2009, 2012 e 2014, sugerem que todo o sistema amazônico está oscilando. 

“A ação humana potencializa essas perturbações que temos observado no ciclo hidrológico da Amazônia”, disse Nobre.

“Se não tivesse atividade humana na Amazônia, uma megasseca causaria a perda de um determinado número de árvores, que voltariam a crescer em um ano que chove muito e, dessa forma, a floresta atingiria o equilíbrio. 

Mas quando se tem uma megasseca combinada com o uso generalizado do fogo, a capacidade de regeneração da floresta diminui”, explicou o pesquisador.

A fim de evitar que a Amazônia atinja um limite irreversível, os pesquisadores sugerem a necessidade de não apenar controlar o desmatamento da região, mas também construir uma margem de segurança ao reduzir a área desmatada para menos de 20%.

Para isso, na avaliação de Nobre, será preciso zerar o desmatamento na Amazônia e o Brasil cumprir o compromisso assumido no Acordo Climático de Paris, em 2015, de reflorestar 12 milhões de hectares de áreas desmatadas no país, das quais 50 mil km2 são da Amazônia.

“Se for zerado o desmatamento na Amazônia e o Brasil cumprir seu compromisso de reflorestamento, em 2030 as áreas totalmente desmatadas na Amazônia estariam em torno de 16% a 17%”, calculou Nobre.

“Dessa forma, estaríamos no limite, mas ainda seguro, para que o desmatamento, por si só, não faça com que o bioma atinja um ponto irreversível”, disse.

PGR reage à fala de delegado e diz já ter pedido quebra de sigilo de vários alvos em inquérito que investiga Temer

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Por Andréia Sadi 


A Procuradoria Geral da República informou neste sábado (24) que, “por iniciativa própria”, já pediu o afastamento do sigilo bancário e fiscal de “vários investigados, pessoas físicas e jurídicas” de inquérito que investiga o presidente Michel Temer. 

As informações são da produtora Flávia Foreque, da TV Globo.
A PGR fez a revelação após a divulgação do ofício do delegado da Polícia Federal Cleyber Malta Lopes, enviado ao STF, em que ele afirma estar “pendente de análise” pela PGR medidas consideradas “imprescindíveis” para esclarecer os crimes investigados. 
Malta Lopes preside o inquérito que investiga o presidente Temer. 

O inquérito foi aberto em maio do ano passado, com base nas delações de Joesley Batista, dono do grupo J&F, e de Ricardo Saud, ex-executivo do grupo. 
Sem citar os alvos das quebras de sigilo, a PGR disse que a solicitação foi feita no dia 12 de dezembro do ano passado. 
Ainda naquele mês, o pedido foi atendido e, em seguida, uma nova demanda foi feita pela PGR. 

A assessoria do órgão informou que foi necessária a “extensão da quebra para outra pessoa jurídica, indicada pela PF” e um novo pedido foi feito ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF, o ministro Luis Roberto Barroso.

A PGR disse que tal “pleito já estava contido” no pedido feito pela procuradoria, “em maior extensão subjetiva”. 

A assessoria da PGR disse ainda que o pedido para a prorrogação do inquérito, feito na última terça (20) pela Polícia Federal, chegou ao órgão nesta sexta e que será analisado “com brevidade”.

sábado, fevereiro 24, 2018

Governo pede extradição de homem preso nos EUA apontado pela polícia como o maior fornecedor de fuzis para o Brasil

Frederik Barbieri é acusado de ter enviado dezenas de fuzis de guerra para o país, o que ele nega; investigado, teria fugido para Miami em 2012.


O brasileiro Frederik Barbieri, radicado nos Estados Unidos, é apontado como o maior traficante de armas do Brasil; ele foi preso na madrugada deste sábado (Foto: Reprodução/RJTV)
O brasileiro Frederik Barbieri, radicado nos Estados Unidos, é apontado como o maior traficante de armas do Brasil; ele foi preso na madrugada deste sábado (Foto: Reprodução/RJTV).
 
O Ministério da Justiça informou em nota divulgada na tarde deste sábado (25) que o governo solicitou a extradição do brasileiro Frederik Barbieri, preso nos Estados Unidos nesta madrugada (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). 
 
Barbieri é apontado pela Polícia Civil como o maior traficante de armas do Brasil. 
 
Ele é acusado de ter enviado ao país, em maio do ano passado, uma carga de aquecedores de piscina recheada de fuzis de guerra. 
 
 
De acordo com as investigações, parte desses fuzis seria entregue a traficantes da Favela da Rocinha, que desde setembro está em guerra. 
 
A polícia acredita que favelas de São Gonçalo também seriam abastecidas com aquele arsenal. 
 
Radicado nos Estados Unidos, Barbieri foi preso em sua casa, na Flórida, por agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE). 
 
A TV Globo apurou que a polícia americana ainda conseguiu interceptar um carregamento de mais 40 fuzis que estava sendo preparado para ser enviado para o Brasil novamente. 
 
"Segundo o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o pedido de extradição de Frederik Barbieri já foi apresentado para o governo norte americano", diz a nota do Ministério da Justiça. 
 
De acordo com o MJ, houve um pedido por parte dos EUA de documentação complementar para dar prosseguimento ao pedido. 
 
Por isso, informou a pasta, o governo brasileiro aguarda que a Justiça envie os documentos ao país norte-americano devidamente traduzidos para o inglês. 
 
"Os pedidos de cooperação jurídica internacional entre os países para produção de provas encontram-se em andamento", também informou o ministério.
Polícia dos EUA prende maior traficante de armas do Brasil
Polícia dos EUA prende maior traficante de armas do Brasil.

Histórico

2010: O brasileiro passou a ser procurado pela polícia da Bahia, depois que uma carga de munição para fuzis foi apreendida no porto de Salvador, em um contêiner que estava no nome dele. 
 
2012: As investigações apontam que Barbieri teria fugido para Miami, nos EUA, com medo de ser preso. 
 
Lá, obteve cidadania americana. 
 
2015: A Justiça brasileira emitiu um mandado de prisão preventiva contra Barbieri. 
 
O Ministério Público tentou incluir o nome do brasileiro na lista de foragidos da Interpol, mas teve o pedido negado. 
 
Naquele mesmo ano, porém, a Polícia Civil do Rio de Janeiro passou a investigar a procedência de um fuzil apreendido após um confronto dentro de um ônibus em Niterói, onde um policial militar foi morto. 
 
Os investigadores descobriram que o mesmo tipo de arma utilizada nesse confronto era utilizado em diferentes comunidades do Rio para o tráfico de drogas e o roubo de cargas. 
 
As armas seriam intermediada por pelo menos dois homens, e Barbieri foi apontado como o transportador e fornecedor delas. 
 
2017: A Polícia Civil interceptou um carregamento com 60 fuzis de guerra, utilizados apenas pela tropa de elite, no terminal de cargas do Aeroporto do Galeão, no Rio. 
 
Após a apreensão, a Polícia Federal realizou uma operação e cumpriu nove mandados de prisão, inclusive contra Barbieri, que não foi localizado. 
 
Entre os presos na ocasião estavam o filho de Barbieri, João Felipe, e Edson da Silva Ornelas, apontado como contador da quadrilha.
Fuzis apreendidos em 2017, que teriam sido enviados por Frederik Barbieri ao Brasil, estavam em carga de aquecedores (Foto: Divulgação/Polícia Civil) 
Fuzis apreendidos em 2017, que teriam sido enviados por Frederik Barbieri ao Brasil, estavam em carga de aquecedores (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Barbieri nega denúncias

Em entrevista ao Fantástico, em junho de 2017, Barbieri negou ser traficante de armas. 
 
A entrevista foi concedida depois da apreensão dos fuzis no Aeroporto do Galeão. 
 
Foi o próprio Barbieri que procurou a TV Globo quando teve seu nome divulgado como traficante internacional de armas. 
 
"Vão tentar me extraditar, só que eu volto a dizer: eu sou cidadão americano", disse ele na ocasião. 
 
Carioca do Irajá, Zona Norte do Rio, Barbieri confirmou, na oportunidade, que vivia em Miami (EUA) e que tinha uma empresa. 
 
Ele, no entanto, negou trabalhar com comércio exterior. 
 
"Eu tenho uma empresa aqui nos Estados Unidos, mas é de consultoria", declarou. 
 
Barbieri ainda afirmou na entrevista que não gostava de armas, já que seu pai foi, segundo ele, assassinado. 
 
"Mataram meu pai na Baixada Fluminense por briga de terra. 
 
Então, como é que eu vou gostar de arma?", disse.

Nota do Ministério da Justiça

Leia a íntegra da nota: 
 
Segundo o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o pedido de extradição de Frederik Barbieri já foi apresentado para o governo norte americano, mas houve um pedido de documentação complementar. 
 
Agora, estão aguardando o Poder Judiciário enviar a documentação complementar devidamente traduzida para o inglês. 
 
Frederik Barbieri é investigado em procedimentos criminais instaurados no Brasil e nos EUA. 
 
Os pedidos de cooperação jurídica internacional entre os países para produção de provas encontram-se em andamento.

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

Perícia da PF indica dois arquivos apagados em sistemas de propina da Odebrecht

Os programas de computador serviam, entre outras coisas, para que os funcionários da empreiteira discutissem o pagamento de propinas a agentes públicos; arquivos foram apagados após a prisão do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, segundo a perícia.


Por G1 PR, Curitiba
Polícia Federal entrega perícia nos sistemas do departamento de propina da Odebrecht
Polícia Federal entrega perícia nos sistemas do departamento de propina da Odebrecht.
 
A Polícia Federal (PF) entregou o laudo da perícia feita nos sistemas Drousys e Mywebday, que segundo a Operação Lava Jato, continham informações sobre pagamento de propina da Odebrecht. 
 
Conforme os peritos, de um total de 1.912.667 de arquivos, 842 arquivos foram identificados pelos peritos como uma espécie de não conformidade. 
 
Além disso, o laudo também descobriu que dois arquivos (uma foto e um arquivo PDF) foram apagados do sistema de uma maneira que não é possível recuperar. 
 
Mas, descobriram o IP de quem apagou os arquivos, que está no nome de carlos_braga.pdf. 
 
Os arquivos, conforme a perícia, foram apagados logo após a prisão do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em junho de 2015. 
 
No laudo, os peritos informam que não conseguiram determinar uma relação entre a compra e alguma obra específica da Petrobras. 
 
Os peritos também apontaram como um dos destinatários de dinheiro do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, a offshore Beluga Holding LTD, que pertence a Mateus Claudio Bravina Baldassarri, dono do terreno que fica na Rua Haberbeck Brandão, 178, em São Paulo. 
 
Segundo a força-tarefa da Lava Jato, no endereço seria construída a nova sede do Instituto Lula, que nunca saiu do papel.  
 
Veja mais detalhes abaixo.
 
O documento foi anexado ao sistema da Justiça Federal do Paraná na ação penal que investiga a compra do terreno e de um apartamento em São Bernardo do Campo, no prédio onde vive o ex-presidente Lula. 
 
O laudo foi assinado por seis peritos e tem, ao todo, 321 páginas. 
 
 
O juiz deu prazo de quinze dias para que os assistentes técnicos se manifestem sobre a perícia.

Veja os questionamentos feitos por Moro e a resposta dos peritos

Moro: descrição do que tratam os sistemas Drousys e MyWebDay utilizados
Peritos: Os peritos afirmam que o Drousys é um ambiente para acesso remoto, via VPN criptografada. 
 
Nele, o usuário poderia utilizar serviços de armazenamento e edição de arquivos, acesso à internet, e-mail e chat com troca de arquivos e voz sem que o conteúdo ficasse registrado no computador. 
 
De acordo com a análise, as ações eram gravadas em um computador remoto localizado no servidor do sistema. 
 
O MyWebDAy, dizem os peritos, é um sistema que possui funcionalidades contábeis e financeiras capaz de armazenar informações em banco de dados próprio, composto por 60 tabelas. 
 
Nestas tabelas, conforme o laudo, há informações da área denominada Operações Estruturadas da empresa Odebrecht, onde era gerenciado o pagamento de propina. 
 
Os peritos dizem que não foi possível examinar o ambiente de produção (ambiente real utilizado pelos usuários no dia a dia) do MyWebDay, entretanto, a partir dos relatórios e consultas dos usuários, foi possível ter informações úteis para esclarecer alguns questionamentos.
Moro: informações sobre a possibilidade de garantir a autenticidade dos arquivos eletrônicos ou sistemas, com a data de sua produção e informações sobre eventuais alterações posteriores. 
 
Peritos: de um total de 1.912.667 de arquivos, 842 arquivos foram identificados pelos peritos como uma espécie de não conformidade.
 
"Em relação aos Discos 01 a 08, tendo em vista que os arquivos de imagens forenses que contêm os arquivos questionados foram gerados pela Odebrecht, e que tais imagens encontram-se íntegras, conclui-se que as divergências encontradas foram resultado de alterações anteriores ao recebimento desse material pelo MPF", argumentaram os peritos.
 
Moro: verificar se o material contém documentos ou lançamentos que possam estar relacionados com o objeto da presente ação penal, à aludida aquisição do prédio na Rua Haberbeck Brandão, 178, e caso positivo para que sejam identificados e apresentados em laudo. 
 
Peritos: o laudo citou lançamentos relacionados ao termo ‘Beluga’. 
 
Segundo os peritos, o termo foi utilizado para designar entes distintos no contexto dos dois sistemas que pode se referir:
  • Um codinome no MyWebDay e seria um dos numerosos beneficiários dos recursos cadastrados;
  • À offshore Beluga Holding LTD, que pertence a Mateus Claudio Bravina Baldassarri, um dos proprietários do imóvel situado à Rua Haberbeck Brandão, 178, por intermédio da Agência Sul Americana de Publicidade (ASA);
 
Sobre a contabilidade paralela, o laudo apontou como distintos beneficiários físicos Beluga Holdings LTD, Jaumont Services Limited, DAG Construtora, Glaucos da Costamarques e Martins Advogados. 
 
“Deste fato, infere-se que o codinome BELUGA foi utilizado para controlar dispêndios relativos ao imóvel pertinente à presente ação penal”, afirmaram os peritos. 
 
Com este codinome, foram identificados três valores na planilha: US$ 611.515, S$ 637.300 e US$ 537.575. 
 
Moro: verificar se os materiais juntados aos autos pelo MPF e pela defesa de Marcelo Bahia Odebrecht encontram-se no sistema e se é possível relacioná-los à aludida aquisição do prédio na Rua Haberbeck Brandão, 178.
 
Peritos: sobre os documentos juntados pelo MPF e pela defesa de Marcelo Odebrecht, os peritos afirmam que na análise foram encontrados alguns arquivos com aspecto visual semelhante.

A denúncia.

Conforme a denúncia, o Grupo Odebrecht pagou propina a Lula via aquisição do imóvel onde funciona o Instituto Lula. 
 
O valor, até novembro de 2012, foi de R$ 12.422.000, afirmam os procuradores. 
 
A denúncia afirma também que o ex-presidente recebeu, como vantagem indevida, a cobertura vizinha à residência onde vive em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo. 
 
Nesta ação, além de Lula, são réus o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht; e o ex-ministro Antônico Palocci.

My Web Day e Drousys

O "My Web Day" foi mencionado durante o depoimento de Hilberto Mascarenhas, que era o responsável pelo setor de propinas da empreiteira, prestado em 7 de junho do ano passado. 
 
Segundo Mascarenhas, o sistema foi adaptado para fazer o controle de tesouraria e, atualmente, não é mais utilizado. 
 
O "My Web Day" funcionava como um manual da propina e foi substituído posteriormente pelo "Drousys", um controle mais sofisticado e que ficava na Suíça. 
 
Ainda conforme o depoimento, o programa continha todos os registros dos pagamentos efetuados e a quem foram efetuados, por condinome.

O que dizem os citados.

Os advogados de Lula disseram que os peritos confirmam o que sempre foi dito por eles - que a perícia não estabeleceu qualquer vínculo entre os contratos da Petrobras e os imóveis indicados na denúncia, e que não apontou o pagamento de qualquer vantagem indevida a Lula. 
 
A defesa afirmou, ainda, que o ex-presidente jamais solicitou ou recebeu da Odebrecht ou de qualquer outra empresa ímovel destinado ao Instituto Lula, que funciona no mesmo local desde 1991, e que tampouco solicitou ou recebeu a propriedade do apartamento que é locado pela família mediante pagamento de aluguéis. 
 
A Odebrecht afirmou que, desde março de 2016, quando anunciou que iria colaborar com a Justiça, vem fornecendo às autoridades os arquivos dos sistemas eletrônicos sem qualquer modificação. 
 
No caso em questão a Odebrecht afirmou que a perícia determinou que a imensa maioria dos arquivos são autênticos.