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Aproveitamento do caroço de açaí

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sexta-feira, março 28, 2008

Estamos com fome de amor...Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance', incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir', só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número de comunidades como: 'Quero um amor pra vida toda!', 'Eu sou pra casar!' até a desesperançada 'Nasci pra ser sozinho!' Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: 'vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.Antes idiota que infeliz!(Arnaldo Jabor)
Promotor acusa cooperativa de ser caixa 2 do PT


Rosanne D'Agostino O promotor José Carlos Blat enviou ofício nesta quinta-feira (27/3) à Procuradoria Regional Eleitoral para seja apurado crime eleitoral envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), fundada pelo deputado federal Ricardo Berzoini (PT). O promotor apresentou cheques e documentos de transações bancárias que, segundo ele, comprovam que a cooperativa foi criada para abastecer o caixa 2 das campanhas de 2002, mais especificamente entre 9 e 17 de outubro, e 2004 do PT (Partido dos Trabalhadores).As supostas irregularidades são apuradas em inquérito policial que culminou, em junho de 2007, na quebra do seu sigilo bancário da cooperativa. Os cooperados reclamam ter pagado por apartamentos dos quais não receberam as chaves e escrituras e de terem sido vítimas de pressão para cobrir um rombo financeiro na cooperativa.Em nota, o deputado repudiou as acusações e disse que o PT não tem conhecimento das acusações e nem foi comunicado pelo Ministério Público.“A Bancoop é uma cooperativa de fachada que se vale dessas empresas para enriquecer seus diretores e partidos políticos”, afirma o promotor, que adianta: “O inquérito está em andamento e pode virar uma ação penal em breve”.FachadaSegundo o promotor, o “esquema criminoso” se utilizaria da criação de empresas que trabalhavam exclusivamente para a Bancoop, entre elas a Mizu Empreendimentos e a Germany Comercial e Empreiteira de Obras, todas com dirigentes ligados à cooperativa e classificadas por Blat como “laranjas” para auxiliar as doações eleitorais.Assim, afirma o promotor, se a Bancoop não pode fazer doação eleitoral por ser cooperativa, esta transferia valores às demais para que fizessem as doações. Ainda segundo Blat, a Mizu tem sede constituída em uma residência, onde nunca funcionou uma empresa, e superfaturava os serviços, visando enriquecimento ilícito.Para comprovar as afirmações, ele juntou ao inquérito cheques de supostos pagamentos da Mizu à Bancoop, num valor total de R$ 195 mil. “Estas [Mizu e Germany] são credoras da Bancoop. Credor não faz pagamento a devedor”, contesta o promotor.“Essa transação suspeita deve-se ao fato de que o caixa da Bancoop foi esgotado devido à má-gestão e ao pagamento a essas empresas, que, em tese, construiriam os condomínios prometidos e que não foram entregues”, relata Blat. “Em um dado momento, parte desses valores tiveram de ser devolvidos”, completa.Mizu e Germany também não constam na Justiça eleitoral como doadoras de campanha, embora tenham assinado recibos de doação ao PT. A Mizu foi criada em setembro de 2002, um mês antes das eleições daquele ano.Outra acusação é a de que a criação de um fundo de investimentos, chamado FDIC Bancoop, para captar recursos para a financiar o empreendimento, também pode ter tido fim eleitoreiro. Desta vez, com valores providos de fundos de pensão estatais. Naquela época, Berzoini era ministro da Previdência.“Eram cerca de R$ 43 milhões depositados, dinheiro que praticamente desapareceu e que estamos apurando para onde foi”, revela Blat.Procurado na época da quebra de sigilo, em julho do ano passado, João Vaccari Neto, presidente da Bancoop, disse que a cooperativa é regida pela Lei 5.764/71, Lei do Cooperativismo, por isso, os cooperados são co-responsáveis pelo negócio. “Não existe um investidor. Todos devem pagar o preço de custo referente à sua fração. Se alguns se sentem no direito de não arcar com o custo de seus imóveis, outros são prejudicados”, afirmou.Última Instância tenta um novo contato com Vaccari para comentar a entrevista de Blat.
Rumo ao terceiro mandato
"A oposição pensa que vai eleger o sucessor, mas pode tirar o cavalinho da chuva, porque nós vamos fazer a sucessão para continuar governando este país. Ela (oposição) não vai derrotar o nosso governo apenas fazendo discurso. É preciso trabalhar mais do que nós e dizer ao povo o que eles fizeram antes de nós, porque eles já governaram. Eles não são marinheiros de primeira viagem. Eles já passaram 500 anos governando este país".
"Pobre neste país só é valorizado em época de eleição. Eu duvido que vocês já tenham visto numa campanha política o candidato falar mal de pobre. Eles falam mal de rico, falam mal dos empresários, falam mal de qualquer coisa, mas pobre é endeusado, porque é o único momento em que pobre tem o mesmo peso que tem o rico."
"À exceção dos ex-presidentes Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek -, meus antecessores governaram para uma minoria. A elite política brasileira, aqueles que chegaram ao poder, estavam preparados para governar um Brasil apenas para 30% da população." (Presidente Lula, hoje, em Pernambuco)De-com-força, presidente. Coloca a Dilma na berlinda e deixa o resto com os 70% !
O homem versus o mosquito
Arnaldo Jabor
Não interessa saber se a dengue é uma epidemia ou não. A dengue é apenas a forma microbiológica que expõe o caos geral da administração do Rio. Os vírus proliferam pelo mesmo fertilizante que estimula a corrupção, a violência, a vergonha burocrática. A verdadeira epidemia é a administração da cidade que já atinge um grau de gravidade talvez irreversível.
Vivemos no Rio (oh, leitores de outros Estados!...), a sensação permanente do Insolúvel. Já temos a dengue, a febre amarela; um dia chegaremos à perfeição da varíola. Mas, muitos sintomas eclodem além da dengue: depressão, miséria, violência, ignorância. A própria crise psicótica do Cesar Maia também é um sintoma. Ele, que pareceu um exemplo de pragmatismo para quebrar a cadeia do populismo, entrou em catatonia, em paralisia mental e não fala mais. Diante do Insolúvel, ele emite ruídos de e-mail como um robô quebrado.
O Rio de hoje é o filho defeituoso que a ditadura militar criou, pela fusão com o Estado fluminense, a estratégia "geiseliana" de afastar o MDB de uma possível vitória na política nacional em 75.
A "desfusão" dos dois Estados e a volta da Guanabara é um tema que surgiu, fervilhou e esfriou de novo, como tudo aqui. Seria uma utopia? Na prefeitura, na câmara municipal, assembléias, repartições, vemos a cenografia e figurinos de nossa desgraça.
Estamos salpicados de favelas, de onde descem hordas de assaltantes para pescar cidadãos como num parque temático, somos governados por populistas de direita, há décadas. Nosso melhor governador ("prefeito" do Estado da Guanabara) foi o Carlos Lacerda. Homem inteligente e competente - o ódio máximo de minha juventude - ( podem me esculhambar, velhos comunas...), mas que nos trouxe luz, água, túneis, urbanização e o conceito de administração moderna contra a politicagem fisiológica. Lacerda, com todos os seus defeitos, era um atalho no populismo que tirou o Rio do ciclo "de dia falta água, de noite falta luz..."
Hoje, há um caldo de cultura de onde germina nossa tragédia. Ou melhor, duas grandes poças de cultura que se somam.
A primeira grande poça trágica é a imensa ignorância da população pobre, presa da demagogia de oportunistas que usam a religião, o clientelismo, o cabresto, grana, tudo para conquistar votos.
A crassa ignorância dos despossuídos é o chão onde crescem os pseudopolíticos, como a água parada gesta ovos de mosquitos.
A segunda poça de germes é mais sutil. Não está no analfabetismo, nem na crendice, nem na ingenuidade. Está no carioca médio e em sua "cultura malandra". Depois de décadas de desgraça, ainda não sabemos como agir, como nos mobilizar, além de vagos protestos, cartas a leitores ou comentários (como eu mesmo faço), na facilidade da indignação impotente.
Cariocas, somos considerados criativos e malemolentes, quando hoje estamos mal informados e sem inspiração.
Somos malandros com o terno esfarrapado, a navalha sem aço e o chapéu panamá rasgado.
O carioca tem uma " poética" irresponsabilidade política. Carioca gosta de falar de política, mas não de agir politicamente; tudo se afoga no chope ou na praia e chegamos, no máximo, a movimentos abstratos, pedindo paz, abraçando a Lagoa, cantando, chorando. O carioca é ideológico, mas deixa a política para os canalhas. E nossa única saída para a tragédia que vivemos seria uma virada pragmática, uma mudança, uma diferença de métodos e de ética. O Rio está organizado para "não" funcionar.

sexta-feira, março 21, 2008

EITA CABRA PORRETA !!!!!
UM JUIZ NOTA DEZ!!!!! Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. "A única diferença é que tenho a chave da minha prisão". Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas. Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País. Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. "Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil". No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. "Estou valorizado", brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado. Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. "No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF". É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. "Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada."
Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. "Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade". Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu "bunker", auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos, condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda. Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o "rei da soja" no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. "As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados". O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha "dever de ofício" enfrentar o narcotráfico. "Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança."
ESTE MERECE NOSSOS APLAUSOS! POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE! DIVULGUE O MÁXIMO QUE PUDER!!!

domingo, março 09, 2008

Projeto quer proibir uso de sacolas plásticas

O deputado federal Eudes Xavier (PT-CE) protocolou nesta semana projeto de lei proibindo supermercados e estabelecimentos congêneres de acondicionar produtos em sacolas plásticas. Pela proposta, os estabelecimentos ficam obrigados a disponibilizar sacolas de uso duradouro ou biodegradáveis.Os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista costumam embalar em sacolas plásticas tudo o que passa pela caixa registradora.Para o parlamentar, "projetos de lei que tratam da gestão de resíduos sólidos, de uma maneira mais ampla, tramitam há mais de 15 anos no Congresso Nacional, sem que nenhum tenha sido aprovado até hoje. Trata-se de uma grave omissão nossa". Para ele, a omissão não pode ser atribuída apenas "à pauta sempre sobrecarregada por medidas provisórias, mas também aos lobbies de setores da indústria e do comércio que aqui atuam".Feitos de resina sintética originada do petróleo, os plásticos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor. Em linguagem científica, eles são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, sendo impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.Exposição em BrasíliaSerá aberta nesta segunda-feira (10), no Pátio Brasil Shopping, em Brasília, a exposição Boas Práticas e Inovações em Embalagens, que marca o lançamento da campanha Consumo Consciente de Embalagens, do Ministério do Meio Ambiente. Com a iniciativa, o ministério pretende fazer com que o consumidor reflita sobre os muitos invólucros dos produtos que consome no dia-a-dia. A exposição coincide com a Semana do Consumidor e será encerrada no sábado (15).Durante a exposição, materiais reciclados e novas tecnologias serão apresentadas ao consumidor, que será instigado a prestigiar as empresas preocupadas com o meio ambiente e a demandar do mercado que novas alternativas e soluções sejam empregadas em larga escala. Haverá também distribuição de materiais informativos sobre o tema e apresentações de iniciativas que privilegiam o uso racional de embalagens, além do lançamento de um site sobre seu consumo consciente."A idéia é levar o consumidor a avaliar a quantidade de embalagens que ele leva ao comprar um produto ? e, assim, a decidir se, de fato, precisa de todas elas", diz a técnica em consumo sustentável do Departamento de Economia e Meio Ambiente do MMA, Fernanda Daltro. Ela ressalta que é preciso avaliar a embalagem tendo em mente alguns critérios: se é reciclável, se pode ser reutilizada, se é feita de material reciclado e qual o consumo de energia e matéria-prima empregados para fabricá-la, por exemplo. "Para reduzir a quantidade de lixo gerado, é importante que o consumidor dê preferência a produtos com refil, com embalagens retornáveis; que use sacolas retornáveis, por exemplo; e que recuse as de plástico, quando desnecessárias", diz Fernanda. "É preciso entender que o volume de resíduos que geramos aumenta mais rapidamente que a taxa de resíduos reciclados", reitera.

sábado, março 08, 2008

Lei estimula debate sobre violência contra mulher

A aprovação da Lei Maria da Penha estimulou a inserção do tema violência contra as mulheres no cotidiano da vida política. A conclusão é do estudo "Enfrentamento à Violência contra a Mulher", elaborado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). A pesquisa faz um balanço das ações desenvolvidas pela SPM entre 2006 e 2007.Segundo o estudo, a Lei Maria da Penha aumentou o número de serviços da Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, principalmente no que se refere à criação de juizados e varas de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Entre agosto de 2006 e setembro de 2007, foram criados 15 juizados e adaptadas 32 varas.Entre outubro de 2006 e maio de 2007, foram instaurados 32.630 inquéritos - uma média de 177 inquéritos por Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Foram solicitadas 16.121 medidas protetivas. Entre elas, destacam-se o afastamento do agressor do lar e a proibição da aproximação. Os juizados e varas autorizaram 5.247 medidas protetivas, o que corresponde a um terço das solicitações feitas pelas Deams.Nos oito meses que se seguiram ao lançamento da Lei Maria da Penha, foram decretadas 864 prisões em flagrante e 77 em caráter preventivo. Foram instaurados 10.450 processos criminais pelos juizados e varas de violência doméstica e familiar contra a mulher - uma média de 523 processos por órgão.

Encontro prá discutir esporte e lazer

A Prefeitura de Parauapebas realiza no próximo dia 15, no ginásio poliesportivo do bairro Beira Rio, o I Encontro Municipal de Políticas Públicas de Esporte e Lazer, no horário das 8 às 18 horas.De acordo com Zacarias de Assunção Vieira Marques, titular da Coordenadoria de Esporte e Lazer, o evento visa proporcionar discussões a todos os segmentos da sociedade sobre desporto, proporcionando reflexão, avaliação e proposição dos princípios, diretrizes, metas e ações no plano municipal das políticas de esporte e lazer.O encontro tem como principal palestrante José Otávio de Vasconcelos Carepa, secretário adjunto da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer.Os principais temas a serem discutidos no encontro são “Esporte, lazer e qualidade de vida”, “Esporte rendimento” e “Esporte educacional”. Tem ainda como subtemas “Esporte e inclusão social”, “Esporte e o portador de necessidades especiais”, “Esporte, lazer e promoção de saúde”, “Mulher e esporte”, “Esporte de base”, “Esporte de aventura e radical”, “Esporte e juventude” e “Esporte escolar”.

quinta-feira, março 06, 2008

No rastro dos animais

Quinta-feira, Março 06, 2008

No rastro de animais
Grande parte dos puliticu$ verde-amarelo e os partidos políticos agem em conjunto, mentem de mãos dadas.
É inacreditável o cinismo e a desfaçatez com que tentam mostrar que falta de ética não significa nada quando se é esperto o suficiente para reunir em torno de si um monte de outros espertos que se apeguem ao máximo às vantagens do poder.Último exemplo disso, ainda quentinho, é a decisão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tomada ontem, continuar acumulando o cargo e a presidência nacional do PDT. Durante reunião da cúpula partidária abrilhantada por senadores, deputados e presidentes dos diretórios regionais da legenda, foi aprovado nota em que manifestam "apoio integral ao companheiro Carlos Lupi" e evocam o suicídio de Vargas, em 1954, e a deposição de João Goulart, em 1964, para denunciar as "forças conservadoras" que supostamente tentam afastá-lo do cargo.Vejam só, evocaram o suicídio de Vargas!!!O sempre comedido e até aqui corretíssimo senador amazonense Jefferson Péres (AM), desfraldou também a bandeira do delírio, ao defender a permanência de Lupi na presidência:- "Ele tem todo o nosso apoio para permanecer na presidência do PDT. Quanto ao ministério, isso é um problema do presidente Lula".O ministério ao qual Jefferson Péres de refere, passando a batata quente para as bandas de Lula, possui 27 superintendências regionais -cargo mais alto do órgão. Conforme matéria da Folha de São Paulo, Lupi trocou 21 superintendentes, indicando, desses, 18 filiados ou indicados por alguém do PDT.
Malandro, Jefferson sabe que em favor da governabilidade do governo, Lula não tem por que envolver-se numa questão de restrições feitas pelo Conselho de Ética Pública à acumulação das funções.Nem é preciso recorrer àquele velho axioma de que "um exemplo vale mais que mil palavras" para entender porque cada vez mais e mais pessoas estão embarcando nessa canoa de que a grande sacada é descobrir o "jeitinho" de chegar lá, e que esse negócio de cultura é pura besteira, mera semântica há muito superada para conseguir alguns pontinhos em termos de IDH, cuja sigla a maioria não sabe nem o que significa.

TSE confirma cassação de Curió

TSE confirma cassação de Sebastião Curió
O tenente-coronel da reserva e um dos mais conhecidos responsáveis pelo fim da Guerrilha do Araguaia, Sebastião Rodrigues de Moura (PMDB-PA), mais conhecido como Sebastião Curió, teve o mandato de prefeito de Curionópolis, cassado por decisão do ministro Caputo Bastos (foto), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).O ministro negou seguimento à Medida Cautelar (MC 1843) e ao Agravo de Instrumento (AG 7515) ajuizados por Curió contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), que havia cassado seu mandato a pedido da coligação “A liberdade e o progresso estão de volta” (PSDB/ PTB/ PPS/ PFL/ PSDC/ PHS/ PMN/ PV/ PTdoB) e do segundo colocado nas eleições municipais de 2004, João Chamon Neto. O militar da reserva se manteve no cargo por conta de uma liminar concedida pelo ministro Marcelo Ribeiro, do TSE, em junho de 2006.Em maio daquele ano, o TRE havia cassado Curió, determinando seu afastamento imediato do cargo. Ele foi condenado por compra de votos e abuso do poder econômico. A captação ilegal de votos teria sido conduzida por terceiros e comprovada por meio de depoimentos de testemunhas.Curió foi deputado federal entre 1983 a 1987. No início da década de 80, foi nomeado interventor do garimpo de Serra Pelada pelo então presidente da República, João Baptista Figueiredo. (Fonte: TSE)

200 anos de atividade da imprensa nacional

200 anos de atividades da Imprensa Nacional
No dia 13 de maio deste ano, a Imprensa Nacional, órgão vinculado à Casa Civil da Presidência da República, comemora 200 anos de atividades contínuas. Criado por decreto do príncipe regente D. João (mais tarde coroado como D. João VI), com o nome de Impressão Régia, no decorrer dos anos o órgão recebeu os nomes de Real Officina Typographica, Tipographia Nacional, Tipographia Imperial, lmprensa Nacional, Departamento de Imprensa Nacional, e, novamente, Imprensa Nacional.No contexto da criação da Imprensa Nacional, nasceu também a imprensa brasileira. A história dos 200 anos dessa instituição pública, uma das mais antigas do país, confunde-se com a História do Brasil e pontua o desenvolvimento da informação e da cultura do Brasil.Com a Imprensa Nacional surgiu a imprensa no Brasil, e o primeiro jornal impresso no país, Gazeta do Rio de Janeiro, rodado em suas oficinas em 10 de setembro de 1808.Num momento marcante da história recente da Imprensa Nacional foi o título conquistado pelos diários oficiais na edição do dia 19 de dezembro de 1997, de jornal de formato tablóide com o maior número de páginas do mundo: 2.112.

terça-feira, março 04, 2008

Corrupção como causa de rompimento

PSB – Versão sugere corrupção como causa do rompimento
Uma postagem anônima sugere como causa imediata do rompimento do PSB com o governo Ana Júlia Carepa “escandalosos contratos” celebrados com CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica/PA), para realização dos concursos do governo do Estado. A postagem, pelo seu próprio teor, traz as claras digitais da direção do PSB.De acordo com a denúncia, esses “escandalosos contratos” é que justificam a permanência no cargo da secretária estadual de Administração, Maria Aparecida Barros Cavalcante, também conhecida como Maria Piroca. A titular da Sead (Secretaria de Estado de Administração), hoje rompida com o ex-senador, foi indicada para o cargo por Ademir Andrade, o cacique do PSB no Pará

segunda-feira, março 03, 2008

Sou defensor da criação do Estado do Carajás.

O que me fez repensar sobre a minha posição a questão da criação do Estado de Carajás, foi exatamente o despreso que a governadora Ana Júlia tem dado não só a região sul e sudeste do Pará, como as demais região deste imenso território brasileiro, que não tem administrador competente que possa dar conta.Parauapebas em especial, sendo o município mais rico em potencial da federação brasileira, onde está instalado o maior projeto de exploração de minérios a céu aberto do planeta, não tem nenhuma necessidade de ficar de "pires" na mão, solicitando recursos do governo do Estado, sendo que, a Vale ao pagar seus impostos ao Estado e a União, os mesmos não retornam para o município como deveriam voltar. Só recebemos as "migalhas" e a "esmola" daquilo que sobra dos "sacos rôtos" dos dois governos, que não tomam conhecimento dos problemas sociais que afligem o município de Parauapebas e região, deixando essa responsabilidade para a empresa mineradora Vale resolver, como se ela não pagasse o ônus de suas atividades na região. Sou obrigado sair em defesa da Vale hoje, pelo fato de reconhecer que a mesma paga religiosamente seus impostos e na medida do possível, contribue com parte de seus lucros, em diversas áreas sociais do nosso município e região onde a mesma explora minérios, a exemplo do que fez recentemente, doando para o Conselho Tutelar do município, mais de 500 mil reais para melhor as condições de trabalho do mesmo. Com certeza, com a criação do Estado de Carajás, além da Vale contribuir mais com recursos financeiros para o município e região, muitas indústrias e fábricas de diversos tipos de artefatos se deslocarão para nossa região, sabendo que aqui, está a segunda maior empresa de mineração do mundo que para aqueles que apostam seus investimentos em região em que empresas do porte da Vale se instala, não hesitarão vir para cá, proporcionando progresso e evolução para a nossa região que o governo inoperante do Estado tem impedido ao longo dos anos.
Vamos todos unir nossas forças e esforços para em breve sairmos da escravidão que nos é imposta pelo sistema totalitário de todos governantes que assumem a direção do Estado do Pará!

Valter Desiderio Barreto. Cel.(94)91683228.

Imundície espalhada no salão

Imundices espalhadas no salão
A manchete do Diário do Pará deste domingo desnuda bandalheiras e safadezas tramadas em bastidores da classe política, particularmente entre membros de cúpulas partidárias. As acusações consistentes contra os deputados estaduais Luis Cunha (PDT) e Adamor Aires (PR) e o vereador Nilson Paulino (PSL), de Viseu, consubstanciadas a partir de uma gravação feita por outro vereador do mesmo município, Paulo Barros (PDT), formam escândalo de dimensão nacional a merecer toda a atenção da mídia e, principalmente, das autoridades.Um resumo da pocilga:1- Luis Cunha, ao forjar o documento que poderia salvar a pele do vereador Nilson Paulino por infidelidade partidária, além de praticar crime contra o patrimônio e fé pública, revela com todas as letras o nível de descaramento no comportamento de determinados deputados estaduais, que no rastro de seu atos criminosos transformam a instituição do Legislativo numa casa imunda, historicamente mal-cuidada em se tratando de ética e honestidade.2- Alguns trechos da fala de Luis Cunha, na gravação reproduzida pelo Diário:- A gente sabe que é com data retroativa, mas na hora que for apertar.. não é aquela data. Ela confirmou até temerária. (Ao revelar que a ex-deputada Eulina Rabelo assinou documento com data retroativa para salvar o mandato o Zeca Potinho, verrador em Augusto Correa, município base-eleitoral do deputado)- O Adamor (Aires) com base nisso, pode até me atrapalhar, não com o voto dele, mas porra, porque lá na Assembléia há muito isso, corporativismo.- Então fala para o advogado, sei lá quem é, que o deputado Luis Cunha tá construindo a trajetória dele para conselheiro. (...) Realmente, o Adamor pediu. Eu fiz (o documento falso). Foi uma questão de gentileza. (Confirmando sua pretensão de chegar a conselheiro de tribunal com o apoio de Adamor Aires, deputado que pediu a Cunha a falsificação do documento sob compromisso de apóia-lo na disputa por uma vaga do Conselho).3- Grave, também, a disposição de Luis Cunha procurar o presidente estadual do PDT, deputado federal Giovanni Queiroz, para intermediar a assinatura deste para o novo documento a ser falsificado em defesa de Paulo Barros, acusado de cometer irregularidades e com risco de ser expulso do PDT. Giovanni o assinaria? A simples intenção confessada de Cunha de subtrair de seu presidente documento criminoso não justifica, por si, sua expulsão da legenda?E agora?O que dirão os nobres e sempre solidários colegas deputados estaduais de Luis Cunha e Adamor Aires?O Tribunal Regional Eleitoeal segurará à exaustão o julgamento da ação impetrada contra os parlamentares?Como poucos duvidam de que a história se repetirá, a Justiça e o Legislativo se afogarão, moralmente, em mais um chiqueiro formado por expressivos agentes da classe política paraense.

Curió

Este homem sabe onde estão os cadáveres do Araguaia
Acompanhe reportagem com revelações de Sebastião Curió sobre a Guerrilha do Araguaia na revista IstoÉ desta semana.
Aos 73 anos, ele é vaidoso. Não sai de casa antes de fazer sessões de levantamento de peso, se lambuzar de fartas porções de protetor solar 60, mexer e remexer os cabelos tingidos de loiro. Ao chegar ao portão, ele empluma o corpo, despede-se da mulher, uma jovem de 26 anos, e do filho de cinco, dá meia dúzia de ordens, em tom de confidência, e sai para a caminhada com dois seguranças armados. Sebastião Rodrigues de Moura é mineiro de São Sebastião do Paraíso, mas é popularmente conhecido como “Curió” – um pássaro brigador. Qualquer desinformado que cruze o caminho deste senhor de olhar triste e passos cadenciados pelas ruas da cidade que leva seu próprio nome, Curionópolis, e da qual ele é prefeito pelo terceiro mandato, não saberá jamais que este homem é uma espécie de lenda na Amazônia. Curió virou mito encarnado no codinome “Dr. Luchini”, o mais temido militar brasileiro que se embrenhou na selva amazônica no início dos anos 70 para pôr fim a um movimento de jovens idealistas que buscavam convencer colonos a transformar o País numa pátria socialista. Conhecida como Guerrilha do Araguaia (1972/1975), foi a maior ação militar do País depois da Segunda Guerra Mundial. O combate colocou de um lado quatro mil soldados das forças de segurança contra cerca de 70 insurgentes. Quase todos os guerrilheiros foram mortos – mas apenas um corpo foi encontrado até hoje. A batalha aconteceu às margens dos rios Araguaia e Tocantins, na fronteira dos Estados do Pará e Tocantins, e deixou um rastro de barbárie, sangue e terror.
Curió virou mito para muitos, justamente porque foi ele e sua tropa que aniquilaram os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) depois de duas derrotas vexatórias impostas a duas expedições militares em 1972. Ao final da Guerrilha do Araguaia, havia 59 guerrilheiros, dez posseiros e três militares mortos. Dezenas de pessoas foram torturadas. Como os militares protegem como segredo de Estado tudo o que se refere ao Araguaia, a história desse confronto segue repleta de perguntas sem respostas. Onde estão as ossadas dos guerrilheiros? Os corpos foram decapitados? Os cadáveres, incinerados? Eles estão em valas comuns? Um militar chegou a dizer que participou de uma Operação Limpeza, na qual os guerrilheiros mortos foram jogados, um a um, de helicóptero, pela imensidão da Floresta Amazônica. Essa informação é correta? O homem na fotografia ao lado tem as respostas. Curió era major do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e foi o autor do mais completo dossiê de arapongagem sobre a guerrilha. Chamado de relatório 01 da Operação Sucuri, ele precedeu o combate que exterminou a guerrilha.No domingo 10 de fevereiro, embalado por duas latas de Coca Zero, depois de traçar uma galinhada, Curió deu as primeiras pistas para perguntas que se transformaram em mistério. Após 35 anos, sua versão lança a oportunidade de esclarecer os destinos de mortos e desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. Outros detalhes irão fazer parte de um documentário e um livro que sairão em breve (promessa, aliás, que já conta 20 anos). “Tenho 73 anos de idade cronológica, 45 de idade física e psicológica e 32 de idade mental”, disse ele à ISTOÉ. “Eu não tenho o direito de levar para a sepultura os dados que tenho e que eu sei.”
Curió começa sua imersão no passado revelando que, com o cerco dos militares, os guerrilheiros foram empurrados para um recuo no Castanhal dos Ferreira. De lá, eles se dirigiram para a região da Palestina (ver mapa). Neste local, no Natal de 1973, iniciou-se a fase final do combate na qual as forças do governo mataram mais de 20 guerrilheiros antes do Réveillon. “O pessoal dos direitos humanos fica procurando corpos em Xambioá (base militar), mas muitos corpos estão enterrados na Palestina, que na época era uma vila com uma rua de terra”, revela. Contra essa declaração, existe o fato de que sua comprovação custaria caro. Daquela vila, a 286 quilômetros de Belém, nasceu uma cidade que hoje conta com 7.500 habitantes. E para revirar o solo seria preciso demolir casas e esburacar ruas.O segredo contado por Curió, contudo, ganha força graças a uma revelação feita na semana passada à ISTOÉ pela ex-guerrilheira Criméia Almeida. Segundo ela, foi justamente nessa região que, em 2001, a comissão dos familiares dos mortos e desaparecidos políticos tentou investigar a existência do que seria o cemitério clandestino da Guerrilha do Araguaia. Mas não se conseguiu porque o grupo recebeu ameaças de morte. “Estivemos na região rural dessa cidade, onde moravam alguns guerrilheiros, mas não pudemos pesquisar porque, além de ser muito difícil o acesso, fomos ameaçados pelos moradores”, diz Criméia, uma das poucas sobreviventes e parente de um dos mortos. Há sete anos, a comissão não levou o caso ao Ministério Público por dois motivos: primeiro, foi à Palestina informalmente. Depois, não conseguiu nenhuma evidência – um caso que muda completamente a partir de agora com o depoimento de Curió à ISTOÉ. “O Estado tem de dar uma resposta a isso”, cobra a ex-guerrilheira.Um fato surpreendente na história contada por Curió e que, de acordo com ele, causa urticária entre seus pares de farda é o reconhecimento que ele faz da bravura de alguns militantes. “Queria ter enterrado a guerrilheira Sônia com honras militares”, conta. “Ela foi a melhor combatente dos comunistas. Aliás, as mulheres eram muito melhores do que os homens”. Sônia era o codinome de Lúcia Maria de Souza, morta pela tropa de Curió com uma saraivada de balas espalhadas pelo corpo. Antes de tombar, Sônia – que estava ferida com um tiro na perna – manteve o seguinte diálogo, segundo revela agora Curió:– Qual o seu nome?– Guerrilheira não tem nome, tem causa.

Logo em seguida, o corpo de Sônia foi metralhado e abandonado no Igapó do Taboão, como era conhecida a área. “Deixei o corpo dela para trás porque eu estava ferido, ela tinha me acertado com um tiro no braço e atingido o rosto do Lício (comandante da tropa). Tínhamos que buscar socorro”, lembra. Além do corpo de Sônia, que ele admite ter deixado para trás, Curió revela que muitos outros guerrilheiros tiveram seus corpos dilacerados pelos animais da selva. “Muitos dos combates aconteceram à noite. Quando chegávamos de manhã, alguns corpos estavam comidos, às vezes não tinham nem mais cabeça”, conta.Curió revela que a traição de militantes foi fundamental para acabar com a guerrilha. Ele aponta o dedo para o ex-presidente do PT e deputado federal José Genoino (SP). “Ele traiu seus companheiros. Genoino foi preso como um mensageiro dos guerrilheiros e, sem ninguém encostar nele, contou tudo: quem era quem no comando, revelou sobre os três destacamentos de guerrilheiros (chamados de unidades de combate pelo PCdoB).” E mais: “abriu” os codinomes e as armas que usavam seus 20 companheiros e suas funções, deu detalhes do relacionamento da guerrilha com a população e entregou os depósitos de mantimentos construídos na mata. “Tudo está anotado numa folha de papel. Quero ver ele falar que a letra não é dele”, desafia. Procurado em quatro ocasiões por ISTOÉ, Genoino não respondeu aos recados e telefonemas. Segundo Curió, foram as informações dele que municiaram a Operação Sucuri, a fase do extermínio da guerrilha.

VAIDADE Aos 73, casado com Vera Aguiar, 26 anos
Ex-lutador de boxe, filho de barbeiro, Sebastião Curió resolveu vestir farda depois de assistir a um primo ser carregado como herói pelas ruas de sua cidade natal assim que chegou da Segunda Guerra, na qual serviu na Força Expedicionária Brasileira (FEB). Curió agora acredita que seus depoimentos mudarão a história do Araguaia. “Muitas pessoas ficarão surpresas com os documentos que apresentarei mostrando os erros que ocorreram dos dois lados, tanto do Exército quanto dos guerrilheiros”, antecipa. Ele pode não estar blefando. Ao afirmar que possui documentos reveladores sobre a guerrilha, Curió põe em xeque a versão oficial do Alto Comando das Forças Armadas que afirma que toda a papelada foi queimada e que não existe nenhum arquivo sobre o período. “Não duvido que ele tenha esses documentos. Muitos militares privatizaram essas informações”, acredita Nilmário Miranda, ex-secretário nacional dos Direitos Humanos.Quando imerge nos erros da tropa, que perderam dois combates, Curió admite que os militares só conseguiram sucesso na terceira etapa da guerra, a Operação Sucuri, porque os guerrilheiros tinham um poder de fogo muito aquém do dos militares. Ele avalia que o erro estratégico dos inimigos foi acreditar na vitória no segundo recuo das tropas militares. “Eles conheciam a floresta e a tropa militar colecionava muitos erros, como movimentar 300 homens ao mesmo tempo, roupas inadequadas, combatentes não adestrados e falta de rádios de comunicação. Até homens da guarda palaciana, que nem sabiam o que era selva, estavam lá”, conta Curió. As revelações do ex-militar acontecem depois de a Justiça ter ordenado ao governo a abertura dos arquivos da guerrilha. Como até o momento o Ministério da Defesa insiste em ignorar o despacho legal, aos parentes dos desaparecidos da ditadura militar o depoimento de Curió parece ser a única esperança para se encontrar, finalmente, a verdade. Por Alan Rodrigues, do Pará (Fonte: IstoÉ)

domingo, março 02, 2008

PREFEITO DARCI

Prefeito Darci: dívida da Vale chega a mais de 680 milhões de reais
Durante coletiva esta semana, o prefeito de Parauapebas, Darci José Lermen (PT), revelou que o débito total da Vale junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), relativo a diferença de repasse da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (CFEM), chega hoje a exatos R$ 681.719.292,12.O prefeito revelou que a certidão de dívida ativa da União traz o nº 171/2008 e que, do valor total, R$ 650.450.156,68 são referentes a dívidas da Vale e R$ 31.269.135,44 de responsabilidade da Rio Doce Manganês, empresa controlada da mineradora.Darci Lermen explicou que as diferenças da CFEM devidas pela Vale, no processo de cobrança nº 950.977/2007, são referentes às notificações fiscais nºs 023/2001 e 02/2004, período fiscalizado de janeiro de 1991 a dezembro de 2002, no valor de R$ 460.344.776,08; e no processo de cobrança nº 950.976/2007, notificação fiscal nº 013/2007, período fiscalizado de janeiro de 2003 a junho de 2007 e valor de R$ 190.105.380,60.Com relação às diferenças devidas pela empresa Rio Doce Manganês, os dados são os seguintes: notificação fiscal nº 007/2004, processo de cobrança nº 950.927/2007, período fiscalizado de janeiro de 1991 a março de 2001 e valor da dívida R$ 10.454.642,28; notificação fiscal nº 005/2004, processo de cobrança nº 950.928/2007, período fiscalizado de abril de 2001 a dezembro de 2002 e valor da dívida R$ 2.795.566,36; e notificação fiscal nº 012/2007, processo de cobrança nº 950.948/2007, período fiscalizado de janeiro de 2003 a junho de 2007 e valor da dívida de R$ 18.018.926,80.Diretor contesta valoresO diretor do Departamento de Ferrosos da Vale, José Carlos Soares, durante coletiva em Carajás na última quinta-feira (28), contestou os valores da dívida questionada pela DNPM.Segundo o diretor, a mineradora contratou uma empresa especializada para levantar esses valores e recalcular a dívida.“Entendemos que é uma tarefa muito difícil, em decorrência dos diversos planos econômicos ocorridos no país”, reconhece Zé Carlos, acrescentando que, além dos valores da dívida, há divergência também com o prazo retroativo para negociação da diferença da CFEM, se 10 ou 5 anos.José Carlos acredita ser possível que esses valores já tenham sido levantados até o próximo mês de abril. “Se isso se confirmar, vamos convidar o DNPM e as prefeituras e sugerir um adiantamento da dívida, da mesma forma como a Vale fez em Minas Gerais, e fechar um prazo para continuarmos discutindo o débito”, explica o diretor, adicionando que quando as partes chegarem em acordo, a Vale paga o restante da dívida.