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Aproveitamento do caroço de açaí

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terça-feira, abril 20, 2010

Papa não fez nada para prevenir abusos do clero, diz vítima nos EUA

Barbara Blaine preside rede norte-americana de vítimas de pedofilia

Ao G1, ela diz que Bento XVI continuou política de acobertar agressores.

Envolto na recente onda de denúncias de abusos sexuais de menores envolvendo padres em vários países, o papa Bento XVI,
que completou nesta segunda-feira (19) cinco anos de papado, vem empenhando esforços para minorar os efeitos das acusações.Nas últimas semanas, o papa escreveu uma carta pedindo perdão aos católicos da Irlanda, disse que a Igreja deve “penitência” pelos seus erros e, no último domingo, encontrou vítimas de abusos em Malta. Mas para a advogada norte-americana Barbara Blaine, que preside a SNAP (Rede de Vítimas de Abusados por Padres, em tradução livre), o pontífice não fez “nada de tangível” para prevenir novos casos.

Barbara (à direita) com foto dela criança durante protesto em 25 de março no Vaticano.

“Bento XVI sabe muito bem como os casos de abuso se espalharam pela igreja desde quando ainda concorria ao cargo. Em vez de usar seu papado para proteger as crianças, ele simplesmente continuou a mesma política patética dos seus antecessores, que é a de esconder os crimes, proteger os acusados da lei e transferi-los para outros cargos”, disse Blaine em entrevista ao G1.
Para a americana, “encontrar meia dúzia de vítimas, rezar e derramar lágrimas não vai proteger as crianças”. Ela mesma uma vítima de abuso sexual por um padre na infância, Blaine diz que o efeito do abuso foi “mais devastador” quando descobriu que a Igreja poderia ter evitado que o mesmo ocorresse a outras crianças, mas não o fez.


A advogada Barbara Blaine, que preside a rede de vítimas SNAP

“Eles sabiam desde o início de 1969 que o padre estava abusando de meninas, mas permitiram que continuasse a exercer o sacerdócio e abusar de crianças até 1992, quando eu fui convidada para participar do programa da Oprah [Winfrey] e ameacei denunciá-lo. Eles só o afastaram temendo a repercussão negativa, não porque fosse a coisa certa a fazer”, desabafa.
Fundada em 1988 por Blaine em Chicago, a rede informa ter hoje mais de 9 mil membros espalhados por Estados Unidos, Canadá e México.
Em seu site, a organização informa que, apesar da palavra "padre" no título, recebe denúncias de abusos cometido por religiosos de várias confissões religiosas. O objetivo da entidade é compartilhar as histórias de vítimas de abusos para diminuir o sofrimento delas, além de, pela educação, tentar prevenir a ocorrência de novos casos.
Leia a seguir mais trechos da entrevista de Barbara Blaine ao G1.
G1 – Por que tantas denúncias de abusos de menores envolvendo padres apareceram recentemente?

Barbara Blaine – Em parte, porque há centenas de milhares de casos pelo mundo, e, cada vez mais, as vítimas estão tendo coragem e vendo a importância de falar, proteger outras pessoas, expor suas feridas e começar a tratar delas. Quando os relatos de vítimas são publicados, outras decidem fazer o mesmo. Muitas dessas pessoas relatam quão dolorido e difícil foi para elas falar. A grande maioria continua no anonimato e não quer falar publicamente. Muitos não querem que ninguém (mesmo familiares, colegas de trabalho, vizinhos etc.) saibam sobre o abuso.G1 – Muitos vaticanistas apontam o papado de Bento XVI, que completou cinco anos nesta segunda, como o com maior número de escândalos na história recente da Igreja Católica. Como a senhora vê esse período?

Blaine – Na melhor perspectiva, é uma oportunidade perdida. Na pior, é trágico, porque nada vem sendo feito para acabar com este tipo de crime contra crianças no futuro e seu acobertamento. Bento XVI sabe muito bem como os casos de abuso se espalharam pela igreja desde os anos que concorreu à papa. Em vez de usar seu papado para proteger as crianças, ele simplesmente continuou a mesma política patética dos seus antecessores, que é a de esconder os crimes, proteger os acusados da lei e transferi-los para outros cargos. Enquanto os companheiros ao redor dele continuam a exaltar seus feitos, nós continuamos a perguntar por evidências. Encontrar meia dúzia de vítimas, rezar e derramar lágrimas não vai proteger as crianças. Apenas passa a aparência de que ele está preocupado sobre o assunto, mas não protege as crianças. Se o papa quisesse protegê-las, pode decidir punir alguns bispos que sabiam de casos de abusos sexuais e transferiram os padres acusados. Bento XVI não fez nada de tangível que faça diferença.

G1 – Houve um aumento no número de denúncias ao SNAP nos últimos meses?

Blaine – Nós não contabilizamos denúncias, somos um grupo de apoio. Oferecemos informação, apoio e atividades aos sobreviventes e seus familiares e companheiros. Estamos ouvindo vítimas de vários países. Muitas relatam que seus agressores ainda estão em atividade (não muito diferentes dos rapazes que denunciaram padres em Malta que encontraram com o papa no domingo).

O papa Bento XVI cercado de cardeais durante a celebração de 5 anos de papado, na segunda-feira (19).

G1 – Entidades que defendem a Igreja Católica dizem que há um grande número de abusos de crianças em outras religiões também. A Igreja é mais visada?Blaine – Os relatos na mídia são verdadeiros. Representantes da Igreja Católica estão protegendo abusadores sexuais e permitindo que eles continuem a trabalhar na Igreja. Não sei que tipo de entidade pode defender esse comportamento. Mas independente disso, nós esperamos que autoridades da Igreja estejam acima disso, já que deveriam estar mais próximas de Deus, serem generosos de espírito etc. Seria infantil para autoridades da Igreja se justificarem dizendo: “Bem, outros também fazem isso”. Nós aprendemos no primário que se outros se comportam mal isso não deve servir de desculpa para fazermos o mesmo.

G1 – O que a senhora achou do discurso do 'número 2' do Vaticano, Tarcisio Bertone, que relacionou a pedofilia à homossexualidade?

Blaine – Me pareceu um esforço para desviar a atenção da realidade. A questão é que bispos estão acobertando abusadores, protegendo-os da polícia e transferindo-os para novas paróquias quando eles abusam de crianças. Se alguns dos bispos que fazem isso fossem punidos, os demais entenderiam que eles devem proteger as crianças. Além disso, o discurso bizarro errou ainda ao não considerar as milhares de mulheres que são abusadas por padres – um insulto a essas vítimas, o que implica que esse tipo de abuso não é significante, só os casos envolvendo homens importam.

G1 – Por outro lado, a senhora acredita que o celibato tem alguma influência nesse tipo de comportamento?

Blaine – A principal razão por que padres continuam a abusar de crianças é a impunidade. Se bispos pararem de acobertá-los e de permitirem que continuem a exercer o sacerdócio e, em vez
"Eles sabiam desde o início de 1969 que o padre estava abusando de meninas, mas permitiram que continuasse a exercer o sacerdócio e abusar de crianças até 1992, quando eu fui convidada para participar do programa da [apresentadora] Oprah [Winfrey] e ameacei denunciá-lo."
disso, passarem a denunciá-los à polícia, talvez isso faça com que parem – ou pelo menos não sejam promovidos e transferidos a outros lugares onde possam abusar de mais crianças.

G1 – É possível combater a conivência desses bispos dentro da própria Igreja Católica?

Blaine – Somente com um grande envolvimento de autoridades da Igreja e a reforma de leis seculares que são favoráveis aos agressores. Se governantes começarem a prender os agressores e aqueles que os protegem, ele vão parar. Além disso, expor a questão – em entrevistas como essa – ajudam na prevenção.

G1 – Em sua biografia no site da SNAP, a senhora diz ter sido vítima de abuso por um padre quando criança. Como isso afetou sua vida?Blaine - O impacto foi devastador, quase me matou. Roubou minha infância e prejudicou meu relacionamento com familiares e colegas, o que me obrigou a crescer com um terrível problema de auto-estima, me sentindo inferior, culpada e constrangida por décadas. Ele me fez acreditar que eu tinha culpa, e eu pensava que havia algo errado comigo. Demorou anos para superar o dano, e eu perdi a oportunidade de ter meus próprios filhos. Foi mais devastador descobrir que os representantes da Igreja poderiam ter evitado meu abuso, mas não o fizeram. Eles sabiam desde o início de 1969 que o padre estava abusando de meninas, mas permitiram que continuasse a exercer o sacerdócio e abusar de crianças até 1992, quando eu fui convidada para participar do programa da [apresentadora] Oprah [Winfrey] e ameacei denunciá-lo. Eles só o afastaram temendo a repercussão negativa, não porque fosse a coisa certa a fazer. Eu me reuni com outras vítimas que entenderam minha situação e me ajudaram a superar. Também acho que isso ajuda a proteger outras crianças, já que eu não sou capaz de voltar no tempo e recuperar a minha infância. Acho que o sofrimento que suportei pode ajudar a prevenir que outra criança seja abusada. É por isso que eu trabalho em prevenção.

Dois operários morrem em acidente em empresa no Maranhão

Estrutura de sistema de correias da mineradora Vale caiu sobre operários.Outras cinco pessoas ficaram feridas.

Dois operários da mineradora Vale morreram, nesta segunda-feira (19), em um acidente em São Luís. Outras cinco pessoas ficaram feridas.
A mineradora Vale informou, em nota, que as mortes foram causadas depois que uma estrutura do sistema de correias, por onde é levado o minério dos pátios até um navio, se soltou de uma altura de 30 metros e caiu em cima dos operários.

sexta-feira, abril 02, 2010

A eleição deste ano é importante para atualizar o estado brasileiro

Arnaldo Jabor

por Arnaldo Jabor


Atenção!

Foi dada a partida para mais um páreo. De um lado tucanos bicudos e do outro sapos barbudos. Mas, não é Fla X Flu. Esta eleição é importante para atualizar o estado brasileiro, que precisa assimilar a complexidade do mundo atual.


Temos a mania de achar que o estado tem de ser uma fortaleza, um Deus de onde tudo emana. Dai a importância da democracia que é plural, ampla. Como disse Sérgio Buarque de Holanda: “a democracia no Brasil sempre foi um mal entendido.”


Democracia não é demagogia. É necessidade social. O país é muito amplo para caber em uma cabeça só, em um super estado divino. Isso leva a defeitos conhecidos: populismo, corrupção, política do espetáculo e, claro, autoritarismo.
Eleição não é Corinthians e Palmeiras como acham a CUT e sua líder que usou uma greve para gritar: “vamos quebrar a espinha dorsal do PSDB e do governador.” Isso não é campanha, é terrorismo.
Governar o Brasil não é mandar em tudo. Governar o Brasil não é matar as saúvas como se dizia antigamente. É confiar na sociedade e em seus empreendedores livres.


Por isso, o estado tem de se reformar para ser enxuto, malhado, eficiente e abrir caminhos que fortaleçam a infraestrutura precária e a educação catastrófica, pois, estas são as saúvas de hoje.

quinta-feira, abril 01, 2010

PARAUAPEBAS TEM O PIOR SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DO MUNDO

Parauapebas, Sudeste do Pará, a 700 quilômetros de Belém, beirando a casa dos 200 mil habitantes, 21 anos de emancipada, município mais rico em potencial do Brasil, pois é lá que está intalada o maior projeto de exploração de minério a céu aberto do mundo sob o comando da empresa mineradora Vale, não tem o que comemorar no setor de transporte coletivo para servir a população.
Na verdade nem existe transporte coletivo em Parauapebas, o que existe é TRANSPORTE ALTERNATIVO, termo usado de forma errada, porque seria ALTERNATIVO, se houvesse o sistema de transporte coletivo oficial com ônibus para tranporte de passageiros para os diversos bairros da cidade como acontece nas grandes cidades.

Os transportes que existem na cidade para transportar a população para os lugares desejados, são Moto-táxis e Vans. As Vans geralmente são desconfortáveis, onde se mistura passageiros com mercadorias de toda a espécie, geralmente transportando passageiros em pé na mesma quantidade dos sentados, num verdadeiros desrespeito as leis do trânsito que vigora no Brasil inteiro, tendo como cobradores geralmente menores de idade, inclusive sem assinar carteira de trabalho, usam a estratégia de Cooperativas para burlarem as obrigações impostas pelas leis trabalhistas, motoristas e cobradores mal educados, desrespeitam passageiros quando os mesmos não se submetem aos caprichos de seus condutores, como por exemplo: Se estiver muito cheio o veículo e o passageiro alegar que não desejar adentrar o tal veículo pelo fato do mesmo se encontrar superlotado, o cobrador ou o motorista manda o passageiro andar de táxi ou carro particular, ou então esperar outro vazio, sem contar que evitam pegar idosos nas paradas, por causa da gratuidade do transporte do mesmo, como também estudantes em trânsito para as escolas por causa da meia passagem e por aí vai as inúmeras irregularidades sem que ninguém tome nenhuma providência para se coibir tais abusos ou até mesmo subsitituir tais "carroças" condutoras de passageiros em uma cidade tão importante como Parauapebas.

A população vive solicitando ao Prefeito da cidade, Professor Darci José Lermen para mudar o sistema de transporte para melhor servir a população que merece respeito, mas até hoje, o prefeito nunca tomou providência em relação a essa situação desconfortável para um povo que merece ser ouvido e atendido em suas reeinvidicação, pois é esse povo desprezado pelo poder público municipal que move a mola propulsora do progresso e crescimento daquele município e paga seus impostos para sustentar o Prefeito e os parasitas dos Vereadores que compõem a Câmara Municipal, que tem a obrigação de ser a fiscal do povo.

Quando se pergunta por qual motivo o Prefeito Darci não publica um edital para concorrência de empresas de transportes coletivos para servir a população, a resposta é que se fizer isso, vai entrar em atrito com os Vanzeiros que tem como fonte de renda para garantirem seus sustentos e de seus familiares esse tipo de atividade profissional e que se permitir que empresas de ônibus passe a fazer esse tipo de serviço na cidade, só irá contemplar um proprietário de transporte.

Agora fica a pergunta: E a população fica aonde nessa história? Quer dizer que a mesma tem que ser prejudicada em seu sagrado direito de ter um sistema de transporte descente e regular, para satisfazer os interesses de um grupo de elementos despreparados para a prestação desse tipo de serviço? Uma empresa de transporte coletivo devidamente legalizada, além de pagar encargos sociais e impostos, cumprem com a lei trabalhista assinando a carteira de seus empregados, tanto motoristas como cobradores, o que não faz as tais "Cooperativas de transportes de Vans".

Quando o Prefeito alega que uma empresa de transporte coletivo só um proprietário sai ganhando com esse serviço não procede, porque nós temos conhecimento que tem sócios dessas famigeradas cooperativas de exploração de transporte de passageiros, que possuem várias vans em seu nome prestando esse péssimo serviço de transporte na cidade.
Deixamos a nossa pergunta:

Até quando a população de Paraupebas vai continuar sendo transportado em transportes que não oferecem nenhum conforto e nem segurança senhor Prefeito e senhores Vereadores? Respondam a população. Eu não me interesso por suas repostas.

Padre embriagado é acusado de agredir paroquiano durante funeral na França


Burquinense de 46 anos foi preso em Toulouse.

Arcebispo afirmou que a atitude do padre foi 'atrevida e indigna'.

Um padre embriagado é acusado de ter dado um soco em um paroquiano que assistia a um funeral em uma igreja próxima a Toulouse (França), provocando a indignação da família e a consternação do arcebispo.

"O padre cambaleava e disseram a ele que não podia trabalhar em tais condições. Então, voltou ao seu automóvel. Como foi impedido de dirigir, saiu correndo e caiu.

Um amigo de meu sobrinho quis ajudá-lo a se levantar, e o padre deu um soco na cara dele", afirmou Gerar Tillier, irmão da falecida. "Um padre que bate em seus paroquianos é algo nunca visto, e que apareça bêbado, melhor nem falar", disse Tillier, escandalizado.

A família chamou as autoridades, que prenderam o padre, um burquinense de 46 anos. Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, o arcebispo de Toulouse, Robert Le Gall, classificou a atitude do padre de "atrevida e claramente indigna na circunstância que envolve todos nós".

"O padre Bonaventure, apesar de ser respeitado e apreciado nas paróquias de Muret, se apresentou para um funeral em um estado incompatível com esse trabalho. Mais uma vez apresento minhas desculpas à família", declarou o arcebispo.