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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

A mulher de 90 anos que recusou tratamento de câncer para rodar o mundo

Aos 90 anos, Norma já está há mais de 180 dias na estrada e conta sobre suas aventuras em uma página no Facebook, por onde recebe mensagens de carinho e apoio.

Da BBC Mundo
 Em vez de se tratar contra um câncer, Norma optou por viajar (Foto: Facebook/DrivingMissNorma) Em vez de se tratar contra um câncer, Norma optou por viajar (Foto:Facebook/DrivingMissNorma)

Em julho passado, pouco depois de um câncer ser detectado em seu marido, a americana Norma descobriu ter ela própria um tumor nos ovários.

O quadro de seu companheiro, Leo, evoluiu rápido e, após ele falecer, a senhora de 90 anos foi a uma consulta com seu médico no Estado de Michigan.

As opções de tratamento, ele disse, eram a mais comuns nestes casos: uma cirurgia para extrair o tumor, seguida por aplicação de radiação e sessões de quimioterapia.

O que ninguém esperava era qual seria a reação de Norma: "Tenho 90 anos de idade, vou viajar".

E assim o fez.

Vendeu sua casa - não queria passar pelo trauma de voltar ao lar que compartilhou com seu marido, com que ficou casada por 67 anos - e comprou um trailer para sair pelo mundo.

Agora, prestes a completar 91 anos na próxima semana, está há mais de 180 dias na estrada.

Aventura

Ela viaja acompanhada de seu filho, a nora e o cachorro (Foto: Facebook/DrivingMissNorma)Ela viaja acompanhada de seu filho, a nora e o cachorro (Foto: Facebook/DrivingMissNorma)
Norma já percorreu centenas de quilômetros.

 Voou de balão em Palm Springs, na Califórnia, visitou a Disneyworld, na Flórida, foi ao monte Rushmore, na Dakota do Sul, viu bisões no parque nacional de Yellowstone e se assombrou com o Grand Cânion, no Colorado.
 
Em Nova Orleans, visitou o museu sobre a Segunda Guerra Mundial, onde foi recebida com honra - ela trabalhara como enfermeira durante o conflito.

É possível acompanhar suas aventuras pela página no Facebook "Driving Miss Norma" (Conduzindo Miss Norma, em inglês), que tem 70 mil seguidores.

Entre eles, estão pessoas cujos parentes padeceram de câncer e gente que não passou por isso, mas encontra na sua história uma inspiração.

Norma viaja acompanhada de seu filho, Tom, sua nora, Ramie, e seu cão, Ringo.

A próxima etapa da jornada será o Estado da Georgia, no sul dos EUA, para "desfrutar de sua história, beleza natural e comida deliciosa".

"Sinto-me bem. Saio por aí todos os dias empurrando minha cadeira de rodas. 

Estou muito bem para minha idade", comenta Norma em um e-mail enviado por sua nora.
Avante!

 Mesmo em uma cadeira de rodas, Norma não se abate: 'Estou muito bem'  (Foto: Facebook/DrivingMissNorma) Mesmo em uma cadeira de rodas, Norma não se abate: 'Estou muito bem' (Foto: Facebook/DrivingMissNorma)
 
Ramie ainda se assombra com a experiência.

Comenta que, felizmente, a sogra não sente dores, tem total consciência do que faz e está adorando viajar.

Afirma que é maravilhoso ver seus olhos brilharem mesmo com a "intensa dor" que sente pela perda de seu marido e, antes dele, do irmão.

Na visita ao médico, a família disse que apoiava completamente sua decisão e que a levaria aonde quisesse ir. 

O doutor disse, então, a eles: "Avante!".

"Como médicos, vemos todos os dias o rosto do tratamento contra o câncer. Cuidados intensivos, asilos, efeitos colaterais terríveis e, francamente, não existe garantia nenhuma de que ela sobreviveria à cirurgia para retirar o tumor", disse o médico, diante da expressão de espanto de um estudante de medicina que o acompanhava.

"Vocês estão fazendo exatamente o que eu faria em uma situação como essa. Tenham uma viagem magnífica!"

Várias semanas depois, Norma segue viajando. Sua mais recente etapa a levou ao Castelo de São Marcos, na Flórida, e, em uma foto recente, Norma é vista completando um quebra-cabeças ao lado do seu cão.

Sua nora diz que a família está surpresa com a repercussão da história. 

"Passamos os dias com lágrimas nos olhos lendo as centenas de mensagens repletas de carinho e apoio", afirma Ramie.

"Conversar sobre o fim da vida não é simples.

Então, esperamos que nossa história incentive outras famílias a falar abertamente sobre um assunto tão difícil."

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