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Aproveitamento do caroço de açaí

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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

A mulher de 90 anos que recusou tratamento de câncer para rodar o mundo

Aos 90 anos, Norma já está há mais de 180 dias na estrada e conta sobre suas aventuras em uma página no Facebook, por onde recebe mensagens de carinho e apoio.

Da BBC Mundo
 Em vez de se tratar contra um câncer, Norma optou por viajar (Foto: Facebook/DrivingMissNorma) Em vez de se tratar contra um câncer, Norma optou por viajar (Foto:Facebook/DrivingMissNorma)

Em julho passado, pouco depois de um câncer ser detectado em seu marido, a americana Norma descobriu ter ela própria um tumor nos ovários.

O quadro de seu companheiro, Leo, evoluiu rápido e, após ele falecer, a senhora de 90 anos foi a uma consulta com seu médico no Estado de Michigan.

As opções de tratamento, ele disse, eram a mais comuns nestes casos: uma cirurgia para extrair o tumor, seguida por aplicação de radiação e sessões de quimioterapia.

O que ninguém esperava era qual seria a reação de Norma: "Tenho 90 anos de idade, vou viajar".

E assim o fez.

Vendeu sua casa - não queria passar pelo trauma de voltar ao lar que compartilhou com seu marido, com que ficou casada por 67 anos - e comprou um trailer para sair pelo mundo.

Agora, prestes a completar 91 anos na próxima semana, está há mais de 180 dias na estrada.

Aventura

Ela viaja acompanhada de seu filho, a nora e o cachorro (Foto: Facebook/DrivingMissNorma)Ela viaja acompanhada de seu filho, a nora e o cachorro (Foto: Facebook/DrivingMissNorma)
Norma já percorreu centenas de quilômetros.

 Voou de balão em Palm Springs, na Califórnia, visitou a Disneyworld, na Flórida, foi ao monte Rushmore, na Dakota do Sul, viu bisões no parque nacional de Yellowstone e se assombrou com o Grand Cânion, no Colorado.
 
Em Nova Orleans, visitou o museu sobre a Segunda Guerra Mundial, onde foi recebida com honra - ela trabalhara como enfermeira durante o conflito.

É possível acompanhar suas aventuras pela página no Facebook "Driving Miss Norma" (Conduzindo Miss Norma, em inglês), que tem 70 mil seguidores.

Entre eles, estão pessoas cujos parentes padeceram de câncer e gente que não passou por isso, mas encontra na sua história uma inspiração.

Norma viaja acompanhada de seu filho, Tom, sua nora, Ramie, e seu cão, Ringo.

A próxima etapa da jornada será o Estado da Georgia, no sul dos EUA, para "desfrutar de sua história, beleza natural e comida deliciosa".

"Sinto-me bem. Saio por aí todos os dias empurrando minha cadeira de rodas. 

Estou muito bem para minha idade", comenta Norma em um e-mail enviado por sua nora.
Avante!

 Mesmo em uma cadeira de rodas, Norma não se abate: &#39;Estou muito bem&#39;  (Foto: Facebook/DrivingMissNorma) Mesmo em uma cadeira de rodas, Norma não se abate: &#39;Estou muito bem&#39; (Foto: Facebook/DrivingMissNorma)
 
Ramie ainda se assombra com a experiência.

Comenta que, felizmente, a sogra não sente dores, tem total consciência do que faz e está adorando viajar.

Afirma que é maravilhoso ver seus olhos brilharem mesmo com a "intensa dor" que sente pela perda de seu marido e, antes dele, do irmão.

Na visita ao médico, a família disse que apoiava completamente sua decisão e que a levaria aonde quisesse ir. 

O doutor disse, então, a eles: "Avante!".

"Como médicos, vemos todos os dias o rosto do tratamento contra o câncer. Cuidados intensivos, asilos, efeitos colaterais terríveis e, francamente, não existe garantia nenhuma de que ela sobreviveria à cirurgia para retirar o tumor", disse o médico, diante da expressão de espanto de um estudante de medicina que o acompanhava.

"Vocês estão fazendo exatamente o que eu faria em uma situação como essa. Tenham uma viagem magnífica!"

Várias semanas depois, Norma segue viajando. Sua mais recente etapa a levou ao Castelo de São Marcos, na Flórida, e, em uma foto recente, Norma é vista completando um quebra-cabeças ao lado do seu cão.

Sua nora diz que a família está surpresa com a repercussão da história. 

"Passamos os dias com lágrimas nos olhos lendo as centenas de mensagens repletas de carinho e apoio", afirma Ramie.

"Conversar sobre o fim da vida não é simples.

Então, esperamos que nossa história incentive outras famílias a falar abertamente sobre um assunto tão difícil."

Picape da Fiat em testes é flagrada circulando em Belo Horizonte

Montadora trabalha para lançar modelo no fim deste ano ou em 2016.
Veículo roda camuflado com lonas.

Humberto TrajanoDo G1 MG
Picape da Fiat em teste é flagrada circulando em Belo Horizonte (Foto: Humberto Trajano/ G1)Picape da Fiat em teste é flagrada circulando em Belo Horizonte (Foto: Humberto Trajano/ G1)
 
A nova picape da Fiat foi flagrada pelo G1 circulando na região Centro-Sul de Belo Horizonte nesta quinta-feira (20).  

O veículo está em fase de testes e roda camuflado com lonas, que dificultam a visualização de detalhes.

Fiat já definiu nome da picape, mas ainda não divulgou oficialmente (Foto: Humberto Trajano/ G1)Fiat já definiu nome da picape, mas ainda não divulgou oficialmente (Foto: Humberto Trajano/ G1)
 
A Fiat trabalha para lançar o modelo no fim deste ano, ou no início de 2016, mas a data de lançamento ainda não foi divulgada.

A produção da picape será na fábrica pernambucana de Goiana, de onde já sai o Jeep Renegade.

A picape deve ser uma "quase média", um meio-termo entre as compactas Fiat Strada e Volkswagen Saveiro, mas abaixo das médias, como Chevrolet S10 e Toyota Hilux. 

O nome do veículo já está definido, mas ainda não foi oficialmente divulgado.

Picape da Fiat em teste deve ser lançada até 2016 (Foto: Humberto Trajano/ G1)Picape da Fiat em teste deve ser lançada até 2016 (Foto: Humberto Trajano/ G1)
 
Há muito tempo a Fiat deseja entrar no segmento das picapes médias. 

O mercado em que a marca nunca teve uma representante pode ajudar na manutenção da liderança nas vendas no geral

Por isso, o projeto de uma picape posicionada logo acima da Strada é fundamental.

A montadora não informou outros detalhes sobre a caminhonete.

Wellington César Lima e Silva chefiou MP-BA por 2 mandatos consecutivos

Baiano foi anunciado nesta segunda como novo ministro da Justiça.
No período, ele se destacou como interlocutor entre diversas instituições.

Do G1 BA
Wellington Cesar Lima e Silva é o novo ministro da Justiça (Foto: Divulgação / MP-BA)Wellington Cesar Lima e Silva é o novo ministro da Justiça (Foto: Divulgação / MP-BA)
 
Anunciado pelo Planalto nesta segunda-feira (29) como novo ministro da Justiça, no lugar de 

José Eduardo Cardozo, que deixou a pasta para assumir a Advocacia-Geral da União (AGU), o baiano Wellington César Lima e Silva atua como procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA)

Com 50 anos de idade e 25 de carreira, comandou por dois mandatos consecutivos o MP-BA (2010 e 2014) durante o governo Jaques Wagner, atual chefe da Casa Civil. 

No período, se destacou por atuar como interlocutor na relação com diversas instituições, especialmente na aproximação do órgão com as Polícias Civil e Militar.

Em 2010, Wellington César assumiu a chefia do MP-BA após indicação de Jaques Wagner a partir da lista tríplice eleita pelos procuradores e promotores de Justiça. 

A lista era formada por Norma Angélica (287 votos) e Olímpio Campinho (229 votos) . 

Wellington César teve 140 votos.

História

Nascido em Salvador, Wellington César ingressou no MP em 1991 e foi promotor nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana.


Em 1995, ele foi promovido para Salvador, onde atuou na Promotoria de Justiça de Assistência, na 6ª Vara Crime e na Central de Inquéritos do MP. 

Também ocupou o cargo de assessor especial do procurador-geral de Justiça nos anos de 1996, 1999 e 2000.
 
O novo ministro é mestre em Ciências Criminais e doutorando em Direito Penal e Criminologia. 

Wellington César é formado em direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Planalto anuncia que Cardozo deixa o Ministério da Justiça e assume a AGU

Em seu lugar, assumirá o procurador baiano Wellington Cesar Lima e Silva.
Dilma também anunciou Luiz Navarro para a Controladoria-Geral da União.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em imagem de arquivo (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
 
O Palácio do Planalto anunciou em nota nesta segunda-feira (29) que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deixará o cargo para assumir a Advocacia-Geral da União. 

Ele substituirá no cargo o atual AGU Luís Inácio Adams, que deixará o posto por motivos pessoais (veja a nota divulgada pelo Planalto ao final desta reportagem).

Para o lugar de Cardozo, a presidente Dilma Rousseff convidou o baiano Wellington Cesar Lima e Silva, que atuou como procurador-geral de Justiça da Bahia.

Ele havia sido escolhido para o cargo pelo então governador da Bahia Jaques Wagner, atual ministro-chefe da Casa Civil.

O governo também anunciou nesta segunda o nome de Luiz Navarro para assumir a Controladoria-Geral da União (CGU), conforme antecipou o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti. 

Servidor de carreira, Navarro chegou a atuar como secretário-executivo e corregedor-geral da CGU.
Ele substituirá Carlos Higino, que estava interinamente no comando da CGU, desde que Valdir Simão foi deslocado para o Ministério do Planejamento no final do ano passado.

No posto desde janeiro de 2011, Cardozo era um dos principais conselheiros políticos da presidente Dilma Rousseff, mas vinha sofrendo pressão por parte do PT por não controlar as atividades da Polícia Federal, especialmente nas investigações da Operação Lava Jato.
A troca no comando da Justiça havia sido antecipada pela colunista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo. Segundo o blog, Cardozo já havia conversado por telefone com Dilma durante todo o fim de semana para tratar de sua saída do Ministério da Justiça.

Ainda de acordo com a colunista, apesar da pressão crescente do partido pela mudança no Ministério da Justiça, Dilma vinha fazendo apelos para que ele permanecesse mais um tempo na pasta.

'Pressões'

Antes mesmo de o Planalto confirmar a saída de Cardozo, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgou nota nesta segunda qual manifestou "extrema preocupação" com a eventual mudança na pasta. Para a entidade, a saída dele se daria por "pressões políticas para que controle" os trabalhos da PF.


A saída de Cardozo ocorre em meio ao processo de impeachment que a presidente enfrenta na Câmara dos Deputados.

 Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, a pedido do PSDB, se houve abuso de poder econômico por parte da campanha que a reelegeu em 2014.

Ao G1, o atual advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que deixará o governo nesta semana porque o órgão precisa de "nova energia" e "novo dinamismo". 

Ele avaliou também que a troca no comando da pasta não vai prejudicar a defesa de Dilma no processo de impeachment.


Perfil

Paulistano, José Eduardo Cardozo é mestre em Direito, advogado e procurador do município de São Paulo. 


Foi vereador de São Paulo por três mandatos, presidiu a Câmara Municipal durante dois anos, e, por duas vezes, foi deputado federal pelo PT de São Paulo – a última vez em 2006.

Cardozo começou a militância política no Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da PUC.

Foi também secretário de Governo do município de São Paulo (1989 a 1992), na gestão da prefeita Luiza Erundina.

Atuou como chefe de gabinete da antiga Secretaria da Administração Federal da Presidência da República (1993).

Trabalhou como professor de direito administrativo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de curso preparatório para ingresso nas carreiras do Ministério Público e Magistratura.

No governo da presidente Dilma Rousseff, assumiu o Ministério da Justiça em janeiro de 2011, quando ela tomou posse para o primeiro mandato. 

Ao longo desse período, passou a se firmar como um dos principais conselheiros políticos dela.

Veja a nota divulgada nesta segunda pelo Palácio do Planalto:

NOTA

A presidenta da República, Dilma Rousseff, informa que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deixará a pasta e assumirá a chefia da Advocacia Geral da União, em substituição ao ministro Luiz Inácio Adams que solicitou o seu desligamento por motivos pessoais.

Assumirá o Ministério da Justiça o ex-Procurador Geral da Justiça do Estado da Bahia, Dr. Wellington César Lima e Silva.

Assumirá  o cargo de ministro-chefe da Controladoria Geral da União, o Sr. Luiz Navarro de Brito.

A presidente da República agradece os valiosos serviços prestados ao longo de todos estes anos, com inestimável competência e brilho, pelo Dr. Luís Inácio Adams, e deseja pleno êxito à sua atividade profissional futura.

Agradece ainda ao ministro-interino da CGU  Sr. Carlos Higino pela sua dedicação.

Defesa diz que Lula e Marisa não irão comparecer para depor nesta quinta

Defesa do ex-presidente prestou esclarecimentos por escrito ao MP.
Lula deporia nesta quinta-feira (3) em investigação sobre triplex no Guarujá.

Do G1 São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-primeira-dama, Marisa Letícia (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo) 
O ex-presidente Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo)
 
O Instituto Lula divulgou, na tarde desta segunda-feira (29), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a mulher dele, Marisa Letícia, não comparecerão ao depoimento marcado para quinta-feira, em São Paulo, sobre o triplex no Guarujá.

O aviso foi feito pelos advogados de defesa do casal ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta segunda. 

De acordo com o Instituto, foram protocoladas no Ministério Público explicações por escrito a respeito da investigação sobre o imóvel. 

O Ministério Público informou que Lula e Marisa não são obrigados a prestar depoimento.

O MP-SP investiga a transferência de prédios inacabados da Bancoop – cooperativa do sindicato dos bancários que se tornou insolvente – para outras empresas, entre elas a OAS, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras.

Há suspeita de que o ex-presidente Lula tenha ocultado ser o dono do triplex 164-A, de 297 m², no Condomínio Solaris, na praia de Astúrias.

A investigação do MP de São Paulo, porém, é independente da Lava Jato, que na 22ª fase apura se os apartamento do condomínio foram usados para repasse de propina.
Promotor
 
Os advogados negam qualquer irregularidade e dizem que Lula não é proprietário do imóvel.


 Na petição, a defesa do ex-presidente diz entender que o promotor Cássio Conserino, que intimou o casal, não é o promotor natural do caso e que ele se mostra parcial na condução do procedimento investigatório criminal.

Em nota, o Instituto Lula afirma que o ex-presidente e sua mulher "prestarão todos os esclarecimentos por escrito e não em audiência, uma vez que, houve infração da norma do promotor natural, prejulgamento ou antecipação de juízo de valor e faculdade e não obrigação."

O texto ainda fala que o ex-presidente e sua esposa manifestaram desejo de prestar depoimento à “autoridade imparcial e dotada de atribuição, que respeite os princípios do promotor natural."

Advertência
 
Os advogados de Lula dizem terem recebidos na sexta-feira (26) a intimação para o depoimento com a advertência de que “em caso de não comparecimento importará na tomada de medidas legais cabíveis, inclusive condução coercitiva pela Polícia Civil e Militar nos termos das normas acima referidas”.


O Ministério Público de São Paulo informou ao "Jornal Nacional" que, por um erro, Lula e Marisa tinham sido notificados de que eram obrigados a ir prestar depoimento. O promotor Cássio Conserino esclareceu que Lula e Mareisa não são obrigados a prestar depoimento no Ministério Público.

Conflito
 
Os advogados de Lula alegam ainda "conflito de atribuições".


Além de haver duas investigações relacionadas aos mesmos fatos, eles afirmam que o caso não poderia ser conduzido pelo MP Federal, já que as propriedades estão localizadas no estado de São Paulo, e também não poderiam ser remetidas para o Paraná, onde se concentra a Lava Jato.

"Ambos os procedimentos investigatórios foram instaurados para apurar os mesmos fatos […] sendo certo, ainda, que tanto o Parquet Federal como Parquet Estadual têm ciência dessa duplicidade – estando eles, aliás, como já exposto, fazendo compartilhamento de dados e informações”.

Lula e Marisa já tiveram um depoimento suspenso no dia 16 por um integrante do Conselho Nacional do Ministério Público.

Eles tinham sido intimados para depor no dia 17, mas a liminar cancelou a presença deles no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Apesar do cancelamento, manifestantes contra e a favor do governo federal foram à porta do Fórum protestar e causaram tumulto.

Nove universidades federais somam déficit de R$ 400 milhões em 2015

Levantamento do G1 avaliou situação das 15 maiores em oferta de vagas.
UFRJ tem o maior valor acumulado: R$ 125 milhões.

Do G1, em São Paulo (*)
Obra de novo alojamento estudantil paralisada na UFRJ. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Obra de novo alojamento estudantil paralisada na UFRJ. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

 Saiba mais
Nove das 15 maiores universidades federais acumularam déficit de quase R$ 400 milhões em 2015, segundo levantamento do G1 (veja tabela e dados abaixo)

Só a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fechou o ano com déficit de R$ 125 milhões, o maior no levantamento.

Problemas na oferta de serviços, falta de material básico e capacidade limitada para políticas de apoio estudantil são efeitos imediatos da crise.

A cifra parcial com exatos R$ 393,8 milhões é uma amostra de como os cortes impostos pelo Ministério da Educação (MEC) em 2015 afetaram o balanço das maiores entre as 63 universidades federais.

Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ao menos um terço das federais pediu socorro ao MEC para fechar as contas no ano passado. 


O corte atingiu, de modo geral, 10% do valor de custeio e 50% dos investimentos previstos nos orçamentos de todas as universidades federais.

Déficit acumulado
Levantamento mostra situação das maiores instituições a partir do critério de  oferta de vagas.
universidadedéficit125.000.00083.516.03160.000.00033.000.00025.000.00023.000.00022.800.00012.700.0008.788.379UFRJUTFPRUNBUFPAUFMSUFGUFMGUFPEUFPB0M50M100M150M
FONTE: universidades federais

* Também procuradas pelo G1, UFAM, UFPR, UFBA e UFRN dizem ter fechado 2015 sem déficit apesar dos cortes do MEC.


 A UFF não deu informações e a UFSC diz que só terá o dado ao fim do mês.

** Levantamento considerou as 15 instituições que mais vagas oferecem no país, segundo Inep.

O MEC diz que, após reuniões e acompanhamento do impacto das medidas, liberou mais de R$ 200 milhões para 45 das 63 federais. 

Os cortes  foram o resultado de contingenciamento no Orçamento de 2015 por causa da crise financeira no Brasil: o MEC teve R$ 9,42 bilhões bloqueados.

Administradores das universidades, especialistas e representantes dos estudantes apontam soluções que vão desde a necessidade de novas estratégias para captação de recursos até a cobrança de maior empenho do MEC na ajuda a universidades que ampliaram serviços nos últimos anos.
Situação na UFF e UERJ
 
O levantamento do G1 não considera a situação da Universidade Federal Fluminense (UFF). 


A instituição não retornou os pedidos da equipe de reportagem, que agora aguarda dados via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Entretanto, apesar de não entrar na lista inicial por ser bancada pelo governo estadual, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) também vive momento de crise financeira.


A instituição evita usar a palavra déficit para explicar a diferença entre o orçamento e os pagamentos pendentes, mas admitiu, via Lei de Acesso à Informação (LAI), ter R$ 1,04 bilhão de despesas empenhadas de 2015 que ainda precisam ser quitadas.

 E já prevê dificuldades com o contingenciamento de R$ 530 milhões, metade do orçamento previsto para 2016, por causa da crise financeira no estado.

Vista geral do prédio do Hospital Universitário Clementino Fraga, da UFRJ, no campus Fundão. Hospital foi inaugurado em 1º de março de 1978. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Vista geral do prédio do Hospital Universitário Clementino Fraga, da UFRJ, no campus Fundão. Hospital foi inaugurado em 1º de março de 1978. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Origem da crise na UFRJ
 
No caso da UFRJ, o pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Roberto Antônio Gambine Moreira, diz que os problemas da instituição já começaram nos cortes de 2014 e foram ampliados pelo aumento de custos.


O déficit tem relação muito forte com o contingenciamento ocorrido no orçamento da UFRJ em 2014, na ordem de R$ 70 milhões, somado ao ‘tarifaço’ aplicado na conta de energia elétrica, que dobrou a conta da UFRJ sem aumento de consumo na mesma proporção, nem suplementação orçamentária voltada para esse fim"
Roberto Antônio Gambine Moreira,
pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento da UFRJ.

“O déficit tem relação muito forte com o contingenciamento ocorrido no orçamento da UFRJ em 2014, na ordem de R$ 70 milhões, somado ao ‘tarifaço’ aplicado na conta de energia elétrica, que dobrou a conta da UFRJ sem aumento de consumo na mesma proporção, nem suplementação orçamentária voltada para esse fim”, afirma Moreira.
Por sua vez, o MEC afirma que, em 2015, a UFRJ teve o maior orçamento entre todas as federais, recebendo o equivalente a 5,77% do total liberado às outras instituições. 

 Além disso, a pasta lembra que a UFRJ recebeu R$ 21.122.506,00, o equivalente a 10,56% dos recursos destinados à suplementação orçamentária das federais no ano passado.

"Para reduzir o déficit em 2016, a UFRJ precisa intensificar as suas ações para continuar melhorando a gestão e a eficiência no uso de recursos", informou o MEC em nota.

Nesta semana, alunos de odontologia protestaram contra a falta de materiais básicos para atender pacientes. Nesta terça-feira (23), o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, cancelou cirurgias por pane em elevadores. No fim de dezembro, por causa do déficit, já tinha suspendido consultas e cirurgias eletivas, anunciando que só faria cirurgias de emergência.

Assim como na UFRJ, outras universidades do país viram os cortes afetar o funcionamento de atividades básicas e ao menos um terço das instituições federais de ensino superior reivindicaram ao MEC complementos para não terminar o ano no vermelho, segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.

O déficit de R$ 240 milhões, quando aplicado sobre o orçamento dessas oito universidades, soma 3% dos 9,1 bilhões do orçamento inicial previsto pelo MEC. 


Apesar do percentual baixo, o corte incide justamente sobre a parcela do orçamento que não está comprometida com a folha de salários, que é o maior gasto das universidades.

Subsolo do Instituto de Química da UFRJ: tubulação velha aparente, com sujeira e entulho em pontos do prédio. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Subsolo do Instituto de Química da UFRJ: tubulação aparente, sujeira e entulho. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Levantamento nacional
 
O levantamento do G1 considerou as 15 maiores universidades brasileiras pelo critério de oferta de vagas: UFF, UFRJ, UFPB, UFPA, UNB, UFRN, UFBA, UFSC, UFPE, UTFPR, UFMG, UFG, UFPR, UFAM, UFMS, UEMA, USP, UNESP, UERJ e UEG.

Para a equipe de reportagem, UFAM, UFPR, UFBA e UFRN dizem ter fechado 2015 sem déficit apesar dos cortes do MEC.


Tanto nos casos dessas federais quanto as que declaram ter tido déficit, a saída para fechar o balanço é complementar a diferença com receitas próprias ou rolar o pagamento de compromissos para o exercício posterior.

Também com alto índice de déficit em 2015, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) fechou o ano de 2015 com saldo negativo de R$ 83,5 milhões.

No ano anterior, em 2014, esse déficit foi de R$ 28,9 milhões.

A instituição informou, no entanto, que no ano passado foi possível revisar o planejamento e deixaram de ser executadas obras de ampliação do campus, como a construção de biblioteca, laboratório e salas de aulas. 

Além do repasse do governo, a UTFPR possui outras receitas provenientes de aluguéis e produções vegetais e animais.

Não (será suficiente para equilibrar as necessidades da instituição), necessitamos uma suplementação na dotação orçamentária de 2016 na ordem de R$ 170 milhões"
Roberto Antônio Gambine Moreira,
pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento da UFRJ
Variações no orçamento
 

Na soma total, a previsão orçamentária para as 15 universidades analisadas no levantamento do G1 apresentou aumento em 2016.

No ano passado elas somaram previsão de 17,2 bilhão. Neste ano, o previsto é de R$ 17,4 bilhões.

Entretanto, a variação positiva não é apontada como solução. 

No caso da UFRJ, o aumento previsto é de 5%. “Não (será suficiente para equilibrar as necessidades da instituição), necessitamos uma suplementação na dotação orçamentária de 2016 na ordem de R$ 170 milhões”, afirma o pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Roberto Antônio Gambine Moreira.

“É fundamental que possamos avançar no debate sobre a matriz de distribuição de recursos, para que a UFRJ supere suas necessidades orçamentárias”, defende Moreira, que apesar disso ressalta que o MEC vem liberando “cotas de limite de empenho” que mantiveram o funcionamento no período em que está ocorrendo a reposição de aulas decorrente da greve em 2015.

Um dos diretores do DCE e conselheiro Universitário da UFRJ pela bancada discente, o estudante de história Raphael Almeida defende a repactuação financeira do governo federal com as universidades. 

"Com essa situação de cortes, a gente passa do ruim para o horrível", afirma.

O estudante avalia que o problema não é só da UFRJ, lembrando que outras universidades sofreram corte e atrasos de bolsas, paralisação na ampliação de alojamentos estudantis e precarização do serviço de restaurantes universitários.

"50% de vagas de ingresso precisam dessa política de permanência”, defende o estudante, lembrando que a nova reitoria da UFRJ havia comprometido na ampliação do atendimento.


Se alunos apontam problemas, os professores que realizaram greve de três meses em 2015 fazem coro. 

Para a diretora do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Olgaíses Cabral Maués, os cortes no orçamento aprofundaram os problemas que também afetam o corpo docente.

“A crise na carreira dos professores não surgiu em 2015 com os ajustes no orçamento, mas foi aprofundada. 

Não há abertura de novos concursos, os salários estão achatados e a carreira está desestruturada”, afirma Olgaíses.

Multidão de pessoas no campus da UnB, em Brasília (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)Movimentação na UnB: recursos próprios diminuíram déficit. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
O ano passado foi tão complicado que até a taxa de câmbio acabou afetando"
César Augusto Tibúrcio Silva,
decano de Planejamento e Orçamento da UNB
Universidade de Brasília

 
Na Universidade de Brasília (UNB), os cortes iniciais de R$ 81,2 milhões acabaram em um déficit de R$ 60 milhões. De acordo com o decano de Planejamento e Orçamento da UNB, César Augusto Tibúrcio Silva, o valor só não se transformou em dívida com os fornecedores porque a universidade usou recursos de superávit acumulado em outros anos para quitar os compromissos.

"O ano passado foi tão complicado que até a taxa de câmbio acabou afetando", explicou o decano. Ele explicou que a UNB chegou a cotar prejuízo de R$ 1 milhão com a variação do dólar na importação de equipamentos para pesquisa. "A diferença saiu dos nossos recursos", explica César Augusto Tibúrcio Silva, que aponta que a UNB conta com receita vinda de alugueis de imóveis.

A principal receita para diminuir o impacto dos cortes foi a renegociação de contratos com prestadores de serviços. A contratação da equipe de limpeza, por exemplo, foi alterada de um modelo que considerava postos de trabalho e passou a contratar serviços, levando para a terceirizada a necessidade de gerir também os insumos para o trabalho.

Para 2016, a equipe de planejamento da UNB ainda aguarda a definição de se eventuais novos cortes vão afetar a instituição. 


"A gente não sabe quanto que isso (corte) vai representar em termos de valor. 

Estamos finalizando fevereiro sem ter noção de quanto será o corte em investimento.

 Isso acaba gerando uma insegurança."

Apesar dos dilemas, o decano da UNB ressalta ter visto colaboração do MEC. "O diálogo está funcionando", diz Tibúrcio.

Uma mulher passa por um prédio da Universidade Estadual do Rio de Janeiro ocupado por estudantes. As aulas, paralisadas há 21 dias, serão retomadas nesta quarta-feira (16) (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil) 

Uma mulher passa por um prédio da Universidade Estadual do Rio de Janeiro ocupado por estudantes. 

As aulas, paralisadas há 21 dias, serão retomadas nesta quarta-feira (16) (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)
Entre as estaduais, rombo e crise na UERJ
 
Por meio da Lei de Acesso à informação, a UERJ relatou ao G1 ter R$ 1.043.092.289, 00 em despesas empenhadas,  que seriam "valores a serem pagos referentes à 2015". 


Além disso, o orçamento aprovado para 2016 é de R$ 1.124.856.510,00, mas R$ 530.668.516,00 estão contingenciados por causa da crise financeira do estado.

No fim de dezembro, pouco tempo depois de aulas serem suspensas por insalubridade, alunos ocuparam prédio do campus Maracanã contra atrasos nos pagamentos dos salários e bolsas.

À época, além dos atrasos em bolsas estudantis, funcionários da universidade e da empresa de limpeza, que presta serviço à Uerj, também estavam sem receber.


 O movimento levou à suspensão das aulas e ao anuncio da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de que investigaria os contratos de serviços terceirizados da Uerj.
 

A gente tem que racionalizar o quanto puder com as empresas terceirizadas. 

Não se cogita redução de bolsas de maneira nenhuma"
Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj
Nesta terça-feira (23), o novo reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, diz que a maior parte do déficit da instituição é com empresas terceirizadas de manutenção, vigilância e que prestam serviços de alimentação à universidade.

Apesar disso, ele deu valores inferiores ao prestado pela própria UERJ via LAI. 

"Não é uma dívida, são restos a pagar que ficaram de 2015, deve estar entre R$ 60, 70 milhões.

A ideia é que tenhamos um calendário que se desenrole a partir de março, para que se pague, ao mesmo tempo, o mês vigente e o mês anterior", afirmou durante café da manhã com jornalistas.

"A gente tem que racionalizar o quanto puder com as empresas terceirizadas. 


Não se cogita redução de bolsas de maneira nenhuma”, disse

. O reitor usou como exemplo a rescisão do contrato, nesta semana, da empresa que faz a limpeza no Hospital Pedro Ernesto.

 "Os funcionários da empresa anterior não vinham comparecendo e limpeza é essencial, sobretudo num hospital”, disse Marques.

Crise persiste na USP
 
Em São Paulo, o maior problema financeiro é o da Universidade de São Paulo (USP), que é custeada com receitas do governo estadual, destinada a partir de arrecadação de ICMS.


 A instituição, considerada a melhor universidade brasileira em rankings internacionais, fechou as contas de 2014 com déficit de R$ 1 bilhão.

Ao final de 2015, esse déficit foi de R$ 900 milhões. 


A perspectiva para 2016 é de que a instituição feche o ano com déficit de R$ 543 milhões. 

A USP aponta que apenas a folha de pagamento da instituição exige, todos os meses, quase todo o orçamento. 

Do total do orçamento para 2016, de R$ 5,2 milhões, serão destinados R$ 4,8 bilhões para este fim, o equivalente a 97,4%.

Em 2014, a USP lançou um plano de demissão voluntária para tentar reduzir este custo.


 Foram 1.433 adesões e uma redução de 4,4% dos gastos com folha de pagamento. 

Também informou que suspendeu novas contratações, revisou e renegociou contratos. 

A atual crise financeira obrigou a universidade a paralisar obras. 

Estão sendo feitas somente ações emergenciais, como as relacionadas ao Museu Paulista (que completará em agosto o terceiro ano fechado sem que as reformas tenham de fato começado) e à USP Leste. 

Como alternativa, também foi aprovado no fim do ano passado, um programa que prevê que ex-alunos da USP façam doações em dinheiro ou móveis, ou ainda, patrocinem reformas.

Se o governo vive uma recessão fiscal e por um momento conjuntural não tem condições de suplementar, a escola tem de captar. 

Se a receita é menor do que a despesa, não tem de haver constrangimento em buscar novas receitas"
Sandro Cabral,
professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper)

Novas fontes de receitas
Sandro Cabral, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e licenciado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), diz que o momento é propício para criar oportunidades para que as instituições arrecadem receitas próprias e não dependam apenas do repasse do governo.


“Se o governo vive uma recessão fiscal e por um momento conjuntural não tem condições de suplementar, a escola tem de captar.

 Se a receita é menor do que a despesa, não tem de haver constrangimento em buscar novas receitas”, diz.

Cabral cita como uma das alternativas, por exemplo, a criação de cursos de mestrados profissionais que podem ser cobrados. 

“Pode ser uma porta para alavancar recurso. 

O excedente pode ser utilizado para cobrir certos gastos que a fonte do tesouro não cobre.”

Em nota, o MEC disse que, no ano passado, as universidades arrecadaram R$ 573.458.304 em recursos próprios.

"Com as recentes alterações na Lei de Inovação, assim como com a aprovação de Projeto de Lei autorizando a realização de cursos de especialização pagos nas Universidades Federais, a tendência para os próximos anos é de aumento desta arrecadação", informa o MEC.


Outra forma de driblar a crise e otimizar os gastos, segundo o professor do Insper, é revisar e fiscalizar os contratos terceirizados, que geralmente abocanham os serviços de vigilância e limpeza. 

Até no corpo docente há espaço para reestruturações, na visão de Cabral.

“Um professor de dedicação exclusiva que não produz pesquisa tem de dar uma maior quantidade de horas aulas.

Há espaço para racionalização e otimização, fazendo com quem trabalhe pouco, trabalhe mais”, afirma Cabral.

(Recurso próprio) não é bom a custo de qualquer coisa. Somos contra cursos pagos na universidade.

 Não admitimos, porque daí para se criar um espírito de privatização não custa"
Raphael Almeida,

integrante do DCE-UFRJ
Doações de ex-alunos também seriam opção de captação de receita.

Cabral lembra que nos Estados Unidos é muito comum ex-alunos doarem grandes montantes às instituições onde se formaram.

Em contrapartida ganham salas que levam seus nomes ou de empresas que representam.

“Isso é visto com reserva por universidades públicas, por acharem que abre uma porta para a privatização.

 Mas é necessário reduzir o nível de dependência do governo federal.”

O temor existente no meio é confirmado no posicionamento do estudante de história da UFRJ.

"(Recurso próprio) não é bom a custo de qualquer coisa. 

Somos contra cursos pagos na universidade. 

Não admitimos, porque daí para se criar um espírito de privatização não custa", finaliza Raphael Almeida.

(*) Colaboraram G1 DF, G1 GO, G1 MS, G1 MT, G1 AL, G1 BA, G1 CE, G1 MA, G1 PB, G1 PE, G1 PI, G1 RN, G1 SE, G1 AP, G1 AC, G1 AM, G1 PA, G1 RR, G1 RO, G1 TO, G1 ES, G1 MG, G1 RJ, G1 PR, G1 RS e G1 SC.