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sexta-feira, julho 07, 2017

Joesley diz que foi alertado por Geddel sobre sala 'antigrampo' de Temer

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Empresário afirmou à PF que, diante da 'dica', optou por gravar conversa com presidente com gravador 'emborrachado' para evitar interferência de sinais eletromagnéticos e detector de metal. 


 

Trecho do depoimento de Joesley Batista à Polícia Federal (Foto: Reprodução/PF).
 
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Joesley Batista afirmou que foi avisado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima de que o presidente Michel Temer utilizava uma sala “antigrampo” para tratar de assuntos "mais sensíveis". 
 
Procurado, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência informou que não irá se manifestar sobre o assunto. 
O G1 procurou a defesa de Geddel Vieira Lima e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem. 
 
No depoimento, de 16 de junho deste ano, Joesley detalhou aos policiais a escolha do aparelho utilizado para gravar o encontro com Temer, que ocorreu em 7 de março. 
 
No diálogo, ele diz que "zerou pendências" com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que está "de bem" com o peemedebista, que está preso em Curitiba. 
Neste momento, Temer diz ao empresário: "tem que manter isso"
Joesley disse ao Ministério Público que Temer deu aval para que ele comprasse o silêncio de Cunha, para que o ex-deputado não fizesse delação premiada. 
 
O empresário também narrou, além da obstrução de justiça, uma sequência de crimes como suborno de procuradores e compra de informações privilegiadas. 
 
Segundo a Procuradoria Geral da República, a conversa mostra que Temer deu "anuência" para que o empresário pagasse propina ao peemedebista para mantê-lo em silêncio e não o delatasse. 
 
À Polícia Federal, o empresário disse que optou por usar um gravador "emborrachado" por acreditar que o aparelho funcionaria em um ambiente com bloqueador de sinal eletromagnético e que "passaria desapercebido" por detectores de metal. 
 
No depoimento, Joesley afirmou que o encontro de 7 de março ocorreu em uma sala no subsolo do Palácio do Jaburu "situada depois da área de serviço e ao lado da garagem". 
 
Segundo o empresário, que relatou ter tido pelos menos outros cinco encontros com o presidente, foi a primeira vez que os dois conversaram nesta sala. 
Nas outras ocasiões, disse, as conversas que tiveram foram na sala de estar do Jaburu.

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